Entrevista: Antonio Novaes

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Depois de fazer parte, por 11 anos, do grupo paraense A Euterpia , o cantor e compositor Antonio Novaes apresenta o seu primeiro EP solo, Gito. O novo projeto traz seis faixas (incluindo um remix) com uma sonoridade que mescla as experiências musicais do artista ao longo de sua carreira, tanto no Brasil como no exterior.

Nascido em Belém do Pará, radicado em São Paulo, o músico lança o EP no próximo sábado, 11, na capital paulista. O show será na Serralheria, dentro da noite “Somos Todos Latinos”, e contará com com a participação das cantoras (e conterrâneas) Aíla e Marisa Brito, esta última integrante da banda A Euterpia.

Aproveitando o lançamento, conversamos com Antônio Novaes sobre Gito e a apresentação. Ouça o EP e leia a entrevista!!

Como foi a transição da Euterpia para a carreira solo?

Vejo nesse meu trabalho Gito uma certa continuação do que começamos ali na Euterpia, mas claro que com certas particularidades. A Euterpia não atua mais de fato, mas mantemos uma amizade que vai pra vida toda, eventualmente nos reunimos e fazemos apresentações pontuais, é muito prazeroso! Mas agora a minha energia é voltada pra esse trabalho, que eu insisto em repetir que de “Solo” não tem nada, foi gravado com uma banda com 8 pessoas e é essa a forma mais prazerosa para mim de fazer música, cercado de gente. As vezes fazemos um formato reduzido para facilitar as coisas, no máximo 5 músicos. Me questiono sobre um dia fazer algo realmente solo, mas por enquanto não, quanto mais gente eu puder está agregando ao meu trabalho mais feliz eu fico.

Na segunda faixa do EP, “Tamanho do Mundo”, você canta “como sempre misturei contemporâneo e raiz”. O verso seria a definição da sonoridade do disco?

De certa forma sim! Mas além de tudo é poesia, ou seja, é tudo aquilo que for gerado de significado por quem ouve, lê ou sente.

O que a mudança para São Paulo e depois para Milão interferiu no seu som?

Ah, bastante! Primeiro que São Paulo o tempo se comprime, a quantidade de informações diárias ao nosso redor são extremas, talvez  São Paulo tenha me estimulado a ir morar fora do Brasil. Sempre fui um grande admirador das trilhas sonoras do cinema Italiano e sem dúvida que essa convivência mas de perto com isso tudo, trouxe essa influência para música que eu faço, mas acredito que isso é mais claro em um repertório que vai além deste EP Gito, ou seja no show inteiro que faremos dia 11 de julho na casa de shows Serralheria, isso vai ficar bem claro.

Como foi a escolha das canções e a produção de Gito? Tem plano de lançar um disco completo?

Foi um processo fluido, foram as canções que estavam saindo com mais naturalidade com a banda que me acompanha aqui em SP.Sim , na verdade Gito foi o primeiro passo pra isso, estamos prestes a começar a pré produção do disco.

Você fez o lançamento do EP no Pará e agora estreia em São Paulo. Como foi voltar para casa e apresentar o seu novo trabalho?

É sempre muito bom voltar ali. Me reconecto com as minhas memórias afetivas mais fortes. O carinho e a resposta do público são muito particulares. São Paulo é minha casa, mas não consigo ficar tanto tempo longe de Belém.

O EP traz apenas seis faixas. Como foi pensado o repertório do show?

É bem difícil esse processo de escolha, quando se tem repertório mais amplo do que se vai gravar, mas como falei, as músicas foram se mostrado mais indicadas para serem escolhidas pela naturalidade que elas eram executadas pela banda, a qual também sempre me dar sugestões fundamentais pra todo esse processo.

Em São Paulo você terá como convidada Marisa Brito. Como será essa participação?

Minha grande amiga e parceira Marisa Brito, é maravilhoso está junto dela! Certamente vamos relembrar A Euterpia! Terá também a participação da muito querida Aíla, ela gravou uma música minha “Brecho do Brega”, adorei a versão, adoro o astral que ela irradia, estou muito feliz com essas participações!

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