Entrevista: Supercombo

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Criada em 2007, a banda Supercombo, como o nome sugere, é uma combinação de músicos e seus mais diversos estilos, histórias, lugares e influências musicais. Formado por Léo Ramos (Voz e guitarra), Pedro Ramos (Guitarra e voz), Carol Navarro (Baixo e voz), Paulo Vaz (Teclado e efeitos) e Raul de Paula (Bateria), o grupo vem conquistando o país.

Um dos destaques da segunda temporada do programa Superstar, a banda é um sucesso também na internet. Seus clipes, “Sol da Manhã” e “Piloto Automático”, já passaram de um milhão de visualizações no YouTube. Este último com mais de três milhões, além de ter sido a segunda música mais compartilhada no Spotify em 2014, ao lado de Led Zepellin. Marcas expressivas para uma banda de rock independente.

Enquanto não lança o seu quarto disco, previsto para o inicio de 2016, o grupo segue divulgando o mais recente, Amianto, lançado em 2014. Com a agenda cheia, o quinteto se apresenta nesse sábado, 04, em São Paulo, no Sesc Santo Amaro (ingressos esgotados). Na  próxima sexta-feira, 10, no GiG, em São Carlos (SP); 11/07 no Woods Rock, em Campinas (SP); 18/07 no Cultural Bar, em Juíz de Fora (MG); 24/07 no Mutley, em Taubaté (SP); 25/07 no Heaven Americana, em Americana (SP); 26/07 no Aldeia Bar, Jundiaí (SP); 31/07 no Ascade, em Brasília; 01/08 no Cão Pererê, em Marília (SP) e 16/08 no Teatro Odisseia, no Rio de Janeiro.

Os shows da banda se baseiam no disco mais recente e de maior destaque, Amianto, mas antes vocês lançaram Festa? e Sal Grosso. Como você compara a produção dos dois primeiros álbuns com o terceiro?

Com certeza o Amianto é um disco muito mais maduro e muito mais coletivo. Os dois primeiros (Festa e Sal Grosso), boa parte de tudo foi gravado pelo Leo. O Amianto foi todo gravado pela atual formação da banda em conjunto. Creio que essa coletividade e as diferentes influências que cada um tem deram essa cara mais concisa,

Um dos destaques de Amianto é “Piloto Automático”, que virou um grande hit. É uma das canções mais compartilhadas no Spotify e o clipe atingiu a impressionante marca de três milhões de visualizações. Quando produziram a canção imaginavam que ela podia cair nas graças do público? Como você analisa esse boom?

Com certeza não. Piloto não seria a musica de trabalho do disco. Ficamos muito felizes e impressionados com a velocidade e a repercussão de tudo. Essa musica retrata bem o dia dia das pessoas. Ela mostra como vivemos no automático e que devemos ter um melhor relação com as pessoas, família, viver a vida.

Você acredita que todo artista precisa de um hit para acontecer?

Não, existem muitos artistas bons com muitos anos de carreira solida sem um hit. Com certeza um hit, te expõe para muito mais pessoas e te alavanca muito mais rápido. Mas existem casos de artistas que tem um hit e somem. Queremos uma carreira consistente. A banda tem 7 anos e pretendemos seguir por muito mais anos ainda.

Acha que a cobrança agora para uma música de sucesso vai ser maior? Sente essa responsabilidade?

Talvez. mas não sentimos essa responsabilidade. Nosso público é muito próximo da banda. Creio que essa cobrança não será algo negativo se tiver e sim algo que nos faça criar mais. Nosso foco sempre foi fazer musicas boas. O resto é consequência.

Aliás, já tem previsão do disco novo? Pretende lançar algum single/clipe ainda esse ano? 

Sim. Lançaremos o novo single até o final do ano. Entre janeiro e fevereiro lançaremos o novo álbum.

Vocês fizeram um show com a Scalene e Dois Africanos fez uma versão de “Piloto Automático”. Pensam em fazer alguma música juntos? Já existe algo encaminhado?

Com o Scalene já fizemos uma música, a “Trans Aparecer“. Com Dois Africanos já estamos pensando em uma música também.

Como foi participar do Superstar e como está essa fase pós programa? 

Foi muito bom para a Supercombo. Muitos conheciam a nossa música, mas não conheciam  a nossa cara. Muitos nem sabiam quem era Supercombo, e ganhamos muitos Fãs com isso. Esta experiência nos fez crescer bastante. O número de show triplicou e nossas redes sociais deram um boom.

Grande parte das bandas de Rock foi eliminada, apenas duas continuam. Acha que o grande público ainda tem certa resistência com o gênero?

Não saberia responder exatamente esta pergunta. O Brasil é muito grande. Analisando ficou bem dividido. Acho que todos os estilos ficaram muito bem representados.

Em alguma entrevista vocês falaram que fazer Rock no Brasil não é fácil. Todo ano vemos várias bandas surgindo e outras “morrendo”, recentemente duas grandes bandas anunciaram o encerramento das atividades. Como analisa o cenário? Em algum momento de dificuldade isso já passou pela cabeça de vocês?

Com certeza fazer Rock no Brasil é bem difícil! Nunca pensamos em parar. Mas creio que o rock está vivendo um bom momento agora. Muitas bandas novas e principalmente, uma união muito grande entre elas. Está se criando uma nova cena bem forte.

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