Entrevista: Clube de Patifes

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Referência musical de Feira de Santana, na Bahia, o Clube de Patifes está a 16 anos na estrada e cheio de novidades. Depois de três anos do lançamento de Com um Pouco Mais de Alma, o grupo apresenta o EP Radiola, dando uma amostra do que vai ser o seu terceiro disco de estúdio, Casa de Maribondo.

Produzido por André T, o compacto traz três faixas autorais com uma sonoridade renovada, guitarras pesadas e sujas, mas sem deixar o tradicional Blues-Rock, que vem embalando os fãs e admiradores em todos esses anos de carreira. O novo trabalho marca também a estreia do grupo como quinteto, agora Paulo de Tarso, Pablues e Joilson Santos passam a ter a companhia dos guitarristas Rodrigo Borges e Sérgio Magno.

Assim como os outros discos, o EP está disponível para download gratuito no site da banda. Prepare a “radiola” e leia a entrevista que fizemos com o vocalista do Clube, Pablues. No bate-papo sobre a formação, mudança no som e as novas músicas, sobrou até para o diretor da gravadora Brechó Discos, mas em tom de brincadeira, claro!

O EP traz um som mais pesado, sem deixar a pegada blues de lado que é a marca da banda. Essa mudança está diretamente ligada a entrada dos dois guitarristas?

Não necessariamente. O Clube já fazia um tempo que vinha com essa ideia de trazer mais distorções e peso pra sua sonoridade. Queríamos flertar mais com o rock, sujar mesmo. Com a chegada de Rodrigo Borges e Sergio Magno, ficou muito mais fácil por em prática o que pensávamos, pois os “magros” vem da escola do rock e soul, misturando com o nosso blues rock + André T, deu no que deu.

Ou a decisão de apresentar uma sonoridade renovada tem relação com o fato de recentemente terem comemorado 15 anos de carreira?

Vamos dizer que sim. A gente tava afim de dar uma renovada, circular em outras praias sem deixar o nosso litoral, se é que me entende. Não estamos negando o que já fizemos e fazemos ainda, apenas mostramos que o Clube de Patifes pode se reinventar com o passar dos anos.

Falando das músicas. As três fazem parte do quarto disco da banda que será lançado em breve. Qual foi o critério de escolha das faixas que entraram no EP?

Essas três canções do EP Radiola, que antecede o Casa de Marimbondo, foram escolhidas dentro das que já estavam prontas com a nossa pré produção. Como a questão do vinil está voltando pra crista da onda, aí sim podemos dizer o porquê do EP ser puxado por Radiola. Mas temos muito carinho por todas as 11 que comporão o Casa de Marimbondo. É aquela história; são como filhos!!

Não estamos negando o que já fizemos e fazemos ainda, apenas mostramos que o Clube de Patifes pode se reinventar com o passar dos anos.

“Radiola”, faixa-título, do EP fala do apego/paixão pelo aparelho. É o caso de vocês também?

A canção “Radiola” fala sim desse apego pelo aparelho e pelos vinis. Mas vai muito mais além. Radiola quer na verdade passar que na vida da gente, o que precisamos é de muito pouco pra viver e sermos felizes, longe de tanta aporrinhação, e desejos banais. Apesar do homem ter nascido pra querer, como diz um de nossos gurus, que é Raul Seixas, o Clube por enquanto quer apenas sua Radiola nos ouvidos da rapaziada. Depois? A gente vê o que nos reserva o querer.

Tem algum disco que tenha marcado a sua vida?

Pra cada um da banda tem sim um vinil que representa muito, digo, um só não, vários,(risos). Mas um em especial que me trás boas recordações e indico sempre que posso é o Gita do velho Raul. Discão!

O compacto traz uma faixa, que na verdade é um momento de descontração da banda, como se tivesse “vazado sem querer”..

 A faixa “Pressão da Brechó” foi uma brincadeira que armamos, afim de tirar onda com q pressão que uma grande gravadora faz em cima de um grande artista, cobrando a produção (risos), só de onda mesmo. A gente combinou tudo com o Wilson, diretor daBrechó Discos – grande selo que representa muito artista independente Brasil a fora, inclusive o Clube de Patifes – pra nos ligar e fazermos aquela zoeira. Foi tudo sem ensaio, exclusivamente pra descontrair. Deixar bem claro aqui, que Wilson é chato, mas chato em querer fazer sempre o melhor pela cena independente, viu galera? (risos).

O que esperar de Casa de Maribondo?

Quanto ao que esperar do nosso quarto disco de carreira, O Casa de Marimbondo, será um disco do Clube de Patifes, que virá com muita força, fazendo valer esses 16 anos de resistência. Ouçam, baixem, compartilhem o EP Radiola e os outros discos do Clube de Patifes no nosso site oficial e divirtam-se.

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