Entrevista: Pedro Buarque

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Mais maduro artisticamente, o cantor e compositor Pedro Buarque apresenta o seu primeiro trabalho solo. Com músicas sinceras que exalam positividade, otimismo e liberdade, o EP Som Amarelo é o inicio de uma trilogia a ser concluída até o começo do ano que vem.

A decisão de dar vida a um desejo antigo veio depois de anos e anos atuando em vários projetos simultaneamente, inquieto musicalmente, o carioca já compôs para diversos artistas e atualmente é vocalista dos blocos Brasil e Pra Laiá, além da banda Chalaça.

O lançamento de Som Amarelo será amanhã, 07/08, no Espaço Cultural Sergio Porto, em Botafogo, no Rio de Janeiro, a partir das 20h30.

A trilogia, o lançamento e o seus projetos foram temas de uma conversa que tivemos com o músico, que você pode ler a seguir.

O Som Amarelo é o seu primeiro disco solo e o terceiro da sua carreira. Como define essa nova etapa? 

Depois de muitos anos com bandas decidi enfim colocar em pratica uma vontade antiga, que era lançar minha carreira solo. Protelei por muito tempo essa guinada e, como tudo na vida, chega um momento em que tomamos vergonha na cara e paramos para fazer o que tem que ser feito. Sou compositor. Escrevo desde os 7 anos de idade e desde os 16 de forma séria, profissional. já tive algumas fases, tenho um grande material guardado e precisava botar pra fora. Realizar projetos sempre foi difícil pra mim, mas ultimamente tenho mudado isso. Acho que o amadurecimento veio agora, por isso não tinha lançado antes. Acho que posso definir essa nova etapa como um momento mais maduro artisticamente.

Poderia comentar cada uma das três faixas?

“Sala de Estar” –  é a mais nova das três. Fala sobre pose. Não qualquer pose, mas o ato de fazer pose social. Comportar-se da maneira esperada por uma convenção social, mesmo quando essa não é a maneira como você gostaria de se comportar. Fala sobre não se libertar, nao se divertir pelo fato de essa atitude poder ser vista como um momento de descontrole. O tipo de arranjo me remete a Beatles, que escutei muito. Aquele tipo de canção com batida marcada nos tempos fortes, com o baixo caminhando, etc…

“Por entre os dedos” –  é uma música de 17 anos de idade. Foi feita com meu amigo Pedro Cesar em 1997, se não me engano. Fala sobre liberdade de escolhas, sobre arriscar, coisas a que poucas pessoas se atrevem hoje em dia.. rsrs

“Uma banda na varanda” – também segue a linha otimista (por isso Som Amarelo) e fala sobre aproveitar a vida e suas oportunidades. Planejar menos e viver mais. Escrita em parceria com Oliver Drummond, já foi gravada por minha extinta banda Cinzel. É a mais “pop” das 3. Influencia de The Cure.

Você optou por lançar uma trilogia. Os outros EPs seguem a mesma estrutura e sonoridade? Pode adiantar alguma coisa dos outros compactos? 

Os outros dois EPs se chamarão Som Azul e Coreto. Tenho a meta de lançar o Som Azul em Novembro e o Coreto em Fevereiro, mas por enquanto é apenas uma meta. Veremos se consigo…

O Som Azul, traz musicas mais introspectivas, menos expansivas como as do Som Amarelo. E o Coreto traz meu lado ligado ao carnaval, com marchas, marchas rancho, cirandas… Carnaval à moda antiga.

O Som Amarelo foi viabilizado através de uma campanha de financiamento coletivo super bem sucedida. Pretende adotar a mesma estratégia nos próximos EPs?

Ainda estou avaliando a necessidade de financiamento para os outros dois discos, mas não descarto a possibilidade. Talvez com um valor mais baixo.

Além do disco solo, você é vocalista de dois blocos de carnaval: Brasil e Pra Iaiá. Estilos diferentes do que está lançando. Como consegue conciliar?

Na verdade não são estilos tao diferentes. O Bloco Brasil sim, é bem diferente. Mas o Iaiá toca exclusivamente Los Hermanos e esse é um público que acaba curtindo também o meu trabalho solo. Conciliar não é fácil. Além dos dois blocos e da minha carreira solo, ainda vou lançar este ano o terceiro disco do Chalaça, minha banda. Passo mais tempo no estúdio do que em casa, todo dia tem ensaio. Todo dia tem muito trabalho a ser feito, arranjos para escrever, musicas pra tirar e ainda tem os shows, que de vez em quando ocupam alguns dias da agenda. Mas é algo que faço feliz e que me dá gosto. Tenho vivido nos palcos há alguns anos e isso é a vida de músico. Não tenho do que reclamar (risos).

Além das músicas do Som Amarelo, o show terá canções das bandas que você fez/faz parte? O que está preparando para a próxima quinta? 

No show tocarei as cancões dos três EPs e mais três releituras: “Santa Chuva” (Marcelo Camelo), “Marcha da quarta feira de cinzas” (Carlos Lyra e Vinicius de Moraes) e “With a Litlle Help from my friends” (Beatles). Será uma noite especial de festa, amigos e alegria!

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