Apostas musicais de 2018 vão do Rock ao Pop

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Dois Mil e Dezessete foi um ano espetacular em termos de música nacional com ótimos lançamentos e surgimento de novos nomes. Mas o que se pode esperar de 2018? Para responder a essa pergunta o Som do Som convidou Jornalistas, Produtores e Músicos de várias partes do país que nos contaram quais são os potenciais candidatos a destaques do ano. Rap, Pop, Rock, Punk, latina… representantes de várias regiões e gêneros musicais conhecidos ou não, mas escolhidos a dedo, que você precisa ficar de olho em 2018.

Prepare o ouvido, confira as apostas e divirta-se!!

Quem indica: Fabiane Pereira (Jornalista, apresentadora do programa FARO na rádio carioca Sul América Paradiso FM (95.7 FM), colaboradora do site da Veja Rio, autora dos livros Som & Pausa e amadorA e toca vários outros projetos pela sua empresa, a Valentina Comunicação)

#Fióti

O sócio do Laboratório Fantasma, escritório que empresaria as carreiras dos rappers Emicida e do Rael, também é um competente cantor e compositor que lançou no final de 2016 um EP chamado Gente Bonita. Ao longo de 2017 ele se apresentou em diversos palcos do Brasil, estreou campanha publicitária e ao lado do irmão, Emicida, desfilou pela 2a vez consecutiva sua marca de roupas homônima na SPFW e vai inaugurar um grande estúdio em São Paulo. Além disso, Fióti tem uma ginga contagiante. Minha música preferida do EP é a faixa “Pitada de Amor”. Tenho certeza que em 2018, ele fortalecerá ainda mais seu nome entre os representantes da nova safra de músicos.


#Illy

A cantora baiana lançou alguns singles certeiros em 2017 e logo no início deste ano vai lançar seu disco de estreia, produzido pela power dupla: Moreno Veloso e Kassin. Linda, confiante e super afinada, Illy é um nome que merece nossa atenção.

#Francisco, El Hombre

Acho que a banda já conquistou seu espaço neste cenário mas acredito que em 2018 a música deles alcançará um público muito maior. O som aposta numa fusão rítmica latina. Vai do maracatu à cúmbia, passando pelo samba, a ciranda e até o ska. O quinteto faz um som espetacular que não deixa ninguém alheio a sua sonoridade. É uma aposta certeira.


Quem indica: Julianna Sá (Jornalista, produtora e apresentadora do Programa Radar na 94 FM do Rio de Janeiro, ao lado do Jorge Lz. Gerencia a empresa DOBRA – comunicação e outros desdobramentos, onde atua junto a artistas independentes)

#Caio Prado

Não estamos falando exatamente de um iniciante. Caio tem público e impacto enorme, principalmente quando se fala de seu projeto coletivo ao lado de Daniel Chaudou e Diego Morais. Teve canção interpretada no Rock in Rio, composição encomendada por Elza Soares, entre tantas outras coisas. Mas seu novo disco, que sai ainda esse mês, aponta para o grande público. Caio parece não ter medo de dialogar, de falar pra mais gente. É uma das grandes apostas não só do Rio, mas do país.


#João Capdeville

João é um compositor que me deixou curiosa num primeiro momento, e um tanto desconfiada à época. Parecia tocar num hype incômodo pra mim, e eu não conseguia chegar às suas canções. No disco que ele prepara para lançar em breve, no entanto, há um primor sobretudo por ela, a canção. Um cuidado que não soa tão comum à sua própria geração, e há uma força em sua delicadeza, uma crueza que me interessa.

#Illy

Illy soa veterana. Canto seguro, postura grandiosa e um repertório interessante em seu primeiro EP. Segura rojões como abrir noites pra Gal, Djavan, e outros grandes nomes, ao mesmo tempo que dialoga musicalmente com pares geracionais, como a Júlia Vargas ou o Alvaro Lancellotti. Lança disco novo ainda esse mês, e creio que se fortalecerá ainda mais com a chegada do trabalho.


Quem indica: João Pedro Ramos (Jornalista, Redator, Social Media, Editor do Crush em Hi-FI, DJ e organizador das festas Tiger Robocop 90, Combo Hits e Contramão Gig)

#Der Baum

Este ano teremos o lançamento do primeiro disco da banda, produzido no Estúdio Costella durante o ano de 2017. Muitas influências de anos 80, new wave, punk rock divertido e pós-punk. Vale a pena!

#Dum Brothers 

O duo lançou no ano passado seu primeiro EP e o single “Fuck The Cops” e promete lançar um novo trabalho em 2018. A banda manda muito bem nos riffs ganchudos e em músicas como “We Really Know” conseguem fazer a gente ficar com o refrão grudado na cabeça por dias.


Quem Indica: João Depoli (Músico capixaba e Editor do site Inferno Santo)

 #Whatever Happened to Baby Jane

A Whatever Happened to Baby Jane é a melhor representante do movimento riot grrrl que o Espírito Santo já viu. Formada por um trio nervoso de garotas que não estão para brincadeira, a banda surgiu após um desabafo no Facebook e, apenas um ano mais tarde, já se viu lançando seu EP de estreia, Inferno de Vida (2017), pela Läjä Records. Pautada num punk rock agressivo e de cunho feminista, a banda planeja gravar e lançar mais músicas em 2018, assim como divulgar sua participação no tributo à lendária Bulimia.

#Blackslug

A Blackslug surgiu em 2013 graças à dissolução das antigas bandas de seus dois membros fundadores. Após algumas reuniões despretensiosas pautadas em riffs e cervejas, o grupo percebeu o que tinha em mãos e logo gravou um Split-EP com uma banda parceira. Um ano depois, lançou seu primeiro álbum, o dilacerante Scumbag Messiah (2014), que revelou composições mais maduras que transitam pelo stoner rock, o grunge e o punk. Após um período de shows voltados tanto à divulgação de seu trabalho quanto à evolução de sua dinâmica interna, o grupo atualmente está gravando um EP de inéditas que será lançado no início deste ano.


#Quem indica: Joilson Santos (Co-fundador e coordenador do Feira Coletivo Cultural, que realiza shows, eventos e o Feira Noise Festival, membro do Fórum Permanente de Cultura de Feira, do Conselho Municipal de Cultura e do Colegiado Setorial de Música da Bahia, baixista da banda Clube de Patifes e do grupo de metal Erasy)

#Duquesa

Duquesa é dona de um talento incrível e  tem apenas 17 anos. Já circula na cena Rap de Feira de Santana há algum tempo mas só no segundo semestre do ano passado lançou seu primeiro trabalho. Um Single/Clipe chamado “Dois Mundos” que é um RAP escrito por ela. Mas Duquesa em seu trabalho vai muito mais além do RAP, caminha bem pelo Samba e Rhythm blues e promete um EP para 2018. Sem dúvida será um dos destaques da cena Baiana este ano.

#Iorigun 

Em 2017 a banda lançou seu primeiro single e logo depois nos apresentou o EP Empty.Houses/Filled.Cities, um trabalho rico, cuidadoso e consistente, que nos remete a influências que fogem do lugar comum no rock feito no estado. A estreia foi acompanhada por shows incríveis, performáticos e que de imediato colocou o quarteto em destaque na cena rocker baiana. O grupo liderado por Iuri Moldes e Moyses Martins é sem sombra de dúvida um dos nomes mais interessantes formado na Bahia nos últimos anos. Apesar do trabalho recém lançado a banda promete novo EP ainda este ano.

#Roça Sound

Definitivamente é impossível ficar parado num show do Roça Sound. As apresentações do grupo são contagiantes e sua música bebe na mesma fonte, as múltiplas sonoridades das periferias brasileiras e mundo a fora, DanceHall,  Rap, Reggae, e muito da música nordestina são os elementos que compõe o universo musical do Roça Sound, além, é claro, de dialogar como poucos com a realidade de quem vive em Feira de Santana e interior baiano. Fizeram o melhor show da 7ª edição do Feira Noise e para 2018 o grupo promete o “Tabaréu Moderno” disco que irá suceder o EP “Você guenta quantos rounds?”.


Quem indica: Antonio Oiticica (Músico carioca, mas alagoano de alma e vida. Assina o projeto Indie/Folk/Rock Yo Soy Toño. Produtor cultural e musical. Muquifo Records)

#Marinho

Dando continuidade ao trabalho começado em 2017, diria que esse ano é do Marinho. O disco “Sombras” me faz acreditar no potencial de boa produção musical que Maceió e Alagoas têm e que ter paciência para tirar o melhor som, ter o melhor show e impulsionar seu projeto é essencial.

#Desabar

Desabar é uma das bandas mais empolgantes que surgiram em 2017 na cidade. Eles devem lançar esse ano de 2018 um disco super garageiro, gravado totalmente ao vivo e com muito grito. É uma banda que me recoloca em contato com um discurso de entrega pela música subterrânea, que não aparece facilmente nas praças por aí, mas que tem bastante entrega e paixão por fazer o rolê acontecer.

 #Yo Soy Toño

Humildemente também me coloco nessa lista. Finalmente estou finalizando meu primeiro disco e quero acreditar que em 2018 ele ganhará asas e voará mundo afora. É um disco com banda formada por três guitarras, baixo e bateria, numa linha pop garageira, tipo Alvvays, The Vaccines, mas também em alguns momentos com algo de Terno Rei, Ombu, Los hermanos. Tá ficando massa e quero logo mostrar pra todo mundo!

#Estúdio Sala Norte

O Sala Norte é um grupo de bandas, produtores e agitadores da cultura e da música e tem feito diversos eventos, lançamentos de projetos musicais, clipes, além de funcionar como estúdio de ensaio e gravações, principalmente focado em reggae, rap, funk e ritmos festivos. Os coloco nessa lista por acreditar que esse trabalho coletivo é super importante pra desenvolver cenas musicais nas cidades.

#Festival Carambola

Seguindo a linha de propor outras iniciativas que não só bandas ou artistas solo para apostas de 2018, trago o Festival Carambola. O festival já rolou no dia 6 de janeiro, realizando sua segunda edição. Mas em tempos de dificuldades para montar festivais na cidade, o Carambola me parece ser uma aposta que deverá se consolidar como a principal vitrine da música local nos próximos anos.


Quem indica: Lara Paiva (Jornalista e Editora do blog potiguar Brechando)

 

#Kaya Conky

Nordestino, gay e da periferia, o Igor poderia ser mais um na estatística triste das mortes de homossexuais, que cada vez está sendo vangloriada e incentivada pelos políticos conservadores de direita e também pelos cristãos (os que dizem e que trabalham em programas evangélicos e estão na Câmara Federal). Porém, Igor, não quis ser assim, resolveu estudar Turismo na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e graças ao programa Rupaul’s Drag Race e a sua difusão através de memes e gifs na internet, ele conheceu a arte de ser drag queen. Inicialmente, a Kaya Conky andava e se divertia nas festas do Casanova, famoso bar LGBT na Avenida Senador Salgado Filho, porém os organizadores das festas começaram a chamar para discotecar música eletrônica e o melhor do pop. Em seguida, ela foi convidada para participar do documentário pernambucano “Bichas”, que conta com bastante visualizações na internet e a quantidade de seguidores também cresceu, todo mundo queria saber as atividades de Kaya, as perucas que ela usa, maquiagens e dentre outras coisas.

A Kaya, no entanto, não estava satisfeita, ela queria mais. Então, começou a cantar. O primeiro single “E Aí, Bebê ?”, lançado no final do ano de 2016, rapidamente viralizou e fez sucesso no carnaval de Natal, mas também chegou aos ouvidos dos outros estados do Nordeste. Era a música mais escutada pelos natalenses via Spotify.  Todo mundo queria cantar o refrão: “E aí, bebê, vai chupar ou vai lamber?”. Foi aí que ela começou abrir o show das principais drags nacionais, como Lia Clark e Pabllo Vittar. O clipe da música, gravado, no tradicional bairro da Ribeira, tem 1 milhão de visualizações.

No segundo semestre 2017, ela lançou o EP Sabe que Vai, com muita influência de suingueira, eletrônica e pop. A faixa “Bumbum Tremendo” virou single e promete ser um dos hits do carnaval do Nordeste.


Quem indica: Valciãn Calixto (Jornalista piauiense, Cantor e compositor, um dos fundadores do movimento Geração TrisTherezina)
 

#Eletrique Zamba

A Eletrique Zamba, que já se encontra na fase de pré-produção de seu segundo disco, o VOL. II, segundo me confirmou o Fábio Christian, vocalista do projeto.

Com o primeiro disco eles chegaram cheio de referências, passeando por diversos ritmos, algo que eu curto bastante, como o free-jaaz, o dub, o samba dor-de-cotovelo. Teve uma coisa curiosa é que para a gravação do VOL. I, cada faixa contou com músicos diferentes nas gravações e ainda assim o álbum é bastante coeso.

Já o processo de composição do segundo trabalho do Eletrique é bem diferente, não posso revelar, mas já estou ansioso, tanto o Fábio como o Lívio, guitarrista são músicos experientes, com passagens em diversos outros grupos, com isso eles estão sempre apostando na liberdade da experimentação sonora.

#Garoto Androide

Minha segunda aposta é a banda de punk noiado Garoto Androide, quem tem a frente o Joniel Santos, um quadrinista, guitarrista e compositor piauiense de mão cheia. Ele já teve várias bandas anteriores como Flores Radioativas, Orquestra Bimotor, todas muito boas por sinal e parece estar em momento maduro, centrado. Eles não possuem material lançado, o que me motiva ainda mais a apostar na banda. Quero muito ouvir um material deles, sentir se eles conseguem transmitir o punch dos shows numa gravação. Além disso, o Joniel tem uma tristeza igual a minha que é ter um irmão músico e por motivos diversos dessa estrada louca, não tocarem juntos. A Garoto Androide tem um som mais pesado e volta e meia as canções apresentam uns trechos bem melódicos. Só ouvindo pra sacar melhor.


Quem indica: Edvaldo Souza (Conhecido como Azul, é fundador e administrador do MúsicaParaense.Org, Produtor cultural e DJ)
 

#Bruno B.O.

Original do Norte, Bruno B.O é um dos nomes pioneiros do Rap e do Ragga no Estado do Pará. Nascido em Belém, o MC iniciou a carreira musical, em 1994, na banda Carmina Burana, de Hard Core e Rap. Em carreira solo, desde 2002, o artista faz fusões de estilos como Rock, Rap e Ragga. Com mais de 20 anos de carreira, o MC lançou o EP virtual Floresta de Concreto, em 2013, com participações de Gaby Amarantos (PA) e Dubalizer (SP). O registro traz em sua estética sonora uma visão espiritualista e ativista sobre o mundo. Além de MC, Bruno B.O é pesquisador. Com formação em Ciências Sociais, o antropólogo fez pesquisas durante toda sua trajetória acadêmica sobre a cultura Hip Hop, em especial o Rap, se tornando o primeiro MC de rap brasileiro a conquistar o titulo de Doutor. Afroamazônicos, projeto contemplado no edital Natura Musical 2017, que será realizado as gravações do DVD com lançamento previsto pra 2018.

#Nanna Reis

É umas das vozes mais representativas da música feita no Pará. Estreou nos palcos em 2010 e já coleciona prêmios em festivais dentro e fora do Estado. Entre eles, o prêmio de melhor intérprete no Festival de Música Popular Paraense. Lançou seu primeiro EP em 2015, com direção artística de Carlos Eduardo Miranda e direção vocal Cys Zaromano. No mesmo ano lançou seu primeiro clipe da canção “Bom dia” (Pra te conquistar), gravado em Salvaterra, no Marajó, com participação do mestre da cultura popular Mestre Damasceno. O registro tem direção de Lucas Escócio e do cineasta inglês Gareth Jones. Integrou o Projeto Charmoso, onde gravou o disco Onda Sonora, com selo Na Music e distribuição da Tratore. Graduada em Licenciatura Plena em Música, pela Universidade Federal do Pará (UFPA). lança ainda em janeiro o EP Mestiça.

 

#Versos Polaris

One girl band . Depois de participar de inúmeros projetos musicais na adolescência e fazer parte da banda paraense de indie rock Chuvas e Cataventos, Nathália Lobato inicia seu trabalho solo, intitulado Versos Polaris, mostrando sua face de cantora e compositora. A ideia do nome surgiu a partir da paixão de Nathália pela estrela Polaris, que norteia e orienta, e pela poesia, elemento presente em todo o conceito deste novo trabalho. Com projeto que passeia entre a sonoridade folk e a mpb contemporânea, a musicista estreia com a produção de um EP em streaming, reunindo composições que refletem seus anseios pessoais, divagações sobre a vida e questões que habitam sua realidade. Atualmente em seus shows se apresenta no formato monoband tocando sozinha o violão, gaita e baixo elétrico com auxilio do pedal de loop. O EP, de nome “As Músicas da Nath”, conta com seis faixas autorais que apresentam uma sonoridade marcada pelo violão, cello e escaleta, em harmonias intimistas, simples e delicadas, tudo produzido pela própria compositora. O EP “As Músicas da Nath”, de Versos Polaris, está disponível para audição e download gratuitamente em https://goo.gl/Udj9D9.

#Clã do Norte

O grupo Clã Do Norte, formada por Bruna Guedes (MC BG), Bernado prestes (Onça beat) e Alan Prestes (AjRap), surgiu em 2016 em Belém do Pará e mistura Rap de estilos variados com letras pesadas, músicas autorais, ressaltando vários temas realísticos, críticas políticas e sociais, não deixando de lado o romance e amor pelo Pará. AjRap que já esta na cena do Rap a mais de 15 anos com o grupo A Trilha do Canal, em Belém. Hoje integra o Grupo Clã do Norte, cantando e representando o movimento. MC Bg desde 2007 esta na cena da música em Belém, tendo participado por 3 anos da banda Rockslide como vocal-guitarrista. Teve uma breve passagem na banda Com Abas (uma banda feminina de musica soul como baterista). Foi integrante de bandas de reggae e samba de raiz e hoje vem fortemente com o Clã do Norte. Onça beat chegando em 2017 com beats pesados e se destacando na cena. O Pará é reconhecido como o grande centro de novos talentos da produção cultural nacional.

#Café Expresso

Formado em  2015, por Caio Almeida e Álvaro Sindeaux Mc’s a Cantora Luciana Milion e o Dj/Produtor Davi Milion dão vida a este projeto, do asfalto ao grafite, das vivências cotidianas as rimas de amor, Café vêm rápido! misturando tudo! Música eletrônica, MPB, Jazz, MPP e Reggae. É quente! E de forma aventureira e consistente, prometem lançar seu primeiro CD com 15 faixas ainda este ano de 2017, levando Cultura em suas combinações rítmicas, quebrando preconceitos, e agregando valor a música e suas influências.

#Pelé do Manifesto

Pelé do Manifesto é um MC que faz parte da crew de RAP paraense, TQSS, estando na cena há 10 anos no movimento Hip Hop de Belém, no elemento RAP, abordando vários temas sociais por meio da rima. O MC é oriundo da Batalha de São Bráz, além de rapper, é poeta e freestaleiro.


Quem indica: Rodrigo ‘Garras’ de Andrade (Historiador, Jornalista, Fundador do 180 Selo Fonográfico e apresentador do  Trincheira, programa de Rock da Rádio UPF)

 

#Baby Budas

No final de 2016, a banda Baby Budas lançou um EP (ou “disquinho”, como eles chamam) muito legal: um CD-R encartado num fanzine xerocado. As gravações tem um certo charme lo-fi que combinam com o pacote. A sonoridade, com um toque de psicodelia, é típica da cena independente gaúcha que se inspira na sonoridade sixtie. No início de 2017, esse trabalho ganhou as plataformas digitais e eles rapidamente foram apontados como uma das novas apostas do rock gaúcho, com destaque em sites antenados na cena indie e publicações em revistas de circulação nacional. Eu adoro o som dos Baby Budas e sempre digo para as pessoas ficarem de olho porque eles roubaram meu coração.

#Los Marias

Los Marias é um dos principais nomes da nova cena gaúcha. Por enquanto só possuem dois singles lançados, mas nos shows o grupo já tem apresentado seu repertório autoral e é realmente empolgante. Eles trabalham de maneira constante: possuem uma agenda sempre cheia, excursionam muito, já abriram muitos shows nacionais nos últimos anos, se apresentaram em festivais e recentemente roubaram a cena e arrebataram o público no Auditório Araújo Vianna (LOTADO!) em Porto Alegre, no Festival Rock Gaúcho. Estão em estúdio gravando o seu álbum de estreia que será lançado em 2018. Preste atenção neles! Você ainda vai ouvir falar na banda Los Marias!

#Fuzzo

O guitarrista Maurício Chaise deve ter menos de 1,65m mas é um gigante. Puta velha do rock, está aí na atividade faz décadas. Integrante d’Os Malvados Azuis, dos Locomotores, do Chaise Brothers, já acompanhou um número imenso de nomes consagrados do rock gaúcho, como Cachorro Grande, Júpiter Maçã, Wander Wildner, Frank Jorge, Duca Leindecker e muito mais (a lista é realmente imensa). Ele ainda não abriu o jogo, mas sei que o Fuzzo está com umas gravações na manga e em 2018 vai voltar pro jogo com material autoral. Sou um fã incondicional: grande compositor e é um dos meus guitarristas preferidos em atividade no país. Olha bixo, vai ser difícil competir com ele.

#General BoniMores

Com atuação constante já há vários anos, a banda General BoniMores tem construído uma carreira sólida. No último ano, chamaram muita atenção da mídia no centro do país com o seu novo compacto em vinil (o segundo da sua discografia) e venceram um festival grande: o DMX. Agora, irão gravar um EP com covers de clássicos da música brasileira e serão produzidos pelo lendário Marco Mazzola. E não é só isso: já estão com um novo álbum de estúdio pronto, prestes a ser lançado. A General BoniMores já garantiu o seu espaço na história do rock gaúcho. Então, se ainda não sacou eles, quem está por fora é você!


Quem indica: Marcelo Domingues (Diretor da Braço Direito Produções, Coordenador geral do Festival Demo Sul e Vice presidente da FBA – Festivais Brasileiros Associados)

#Abacate Contemporâneo

O Abacate Contemporâneo é formado por músicos londrinenses interessados em pesquisar compositores da chamada “vanguarda paulista”, profundamente conectada com a Londrina dos anos 70, por meio de nomes como Itamar Assumpção e Arrigo Barnabé. A banda acabou de lançar seu primeiro disco e trouxe à tona provocações políticas irônicas que são, também, marca deste movimento cultural/musical.


Quem  indica: Rafael Pinto Donadio ( Jornalista e Colunista d’ O Diário do Norte do Paraná)

#Sollado

Com uma pegada rock e muita influência de música nordestina contemporânea (Eddie, Mundo Livre S/A, Siba, Maciel Salú e tantas outras), a banda Sollado, de Maringá (PR), traz para seu universo o samba, o maracatu, hip-hop, dub, reggae, psicodelia, punk, frevo e tudo mais que as antenas apontadas para as estrelas possam captar.

Com um primeiro disco lançado em 2014, “Para Todos os Efeitos”, o grupo já teve a oportunidade de participar de diversos festivais: Psicodália, Democrático, Marreco e Paraíso do Rock. Além disso, dividiu o palco com bandas como Nação Zumbi, Mato Seco, BNegão e Seletores de Frequência, Mundo Livre S/A, Racionais, Cidade Verde Sounds, Elo da Corrente, CPM 22, Autoramas, Ventania, Maciel Salú.

Mais maduros e celebrando um novo momento, de transformação e celebração, a banda lança no dia 19 o segundo trabalho da carreia, Sollado. Com nove faixas, o disco homônimo consolida a mudança do nome da banda, que durante anos se apresentou como Sollado Brazilian Groove.

#De Um Filho, De Um Cego

A banda de Jacarezinho (PR) começou em 2009 como um projeto solo do vocalista e guitarrista Lucas Waricoda e se consolidou como banda em 2014, depois da gravação do “Simplicidade”, um ep/coletânea do que foi o período solo, mas gravado com configuração de banda. Hoje a De Um Filho é formada por Lucas Waricoda, Galego Teixeira, Guilherme Barbosa e Matheus Teixeira.

Para o quarteto a banda é como um diário, relatando as nuances a vida sob o olhar próprio de quatro amigos do interior do Paraná. Fluído e sem vínculos, classificam seu som como “rock etéreo”, caminhando entre várias vertentes do rock – fundamento sonoro da banda. Envelopada com linhas melódicas fortes e lirismo, a música feita pelo grupo é um convite sensorial à reflexão sobre a busca eterna por identidade e caminha lado a lado com rock alternativo do anos 1990 e influências brasileiras.

Este ano a banda já começou a gravar um disco duplo, que será lançado separadamente. O primeiro, para o primeiro semestre, receberá o nome “Mente”, sendo um disco mais racional. Enquanto o segundo, para o segundo semestre, receberá o nome “Andorinha”, sendo um disco mais solto, livre.

Ouça a nossa playlist e siga o Som do Som no Spotify!!

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