As Melhores Versões de 2016

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A coluna #OutraVersão traz toda semana uma versão nova ou perdida pela internet feita por músicos brasileiros, e nada melhor do que abrir 2017 com uma edição super especial. Em ordem aleatória, o Som do Som fez uma seleção com as melhores regravações de 2016. Homenagens sinceras, tão boas quanto as originais, dos artistas aos compositores da cena musical nacional e internacional.

Esquecemos de mais alguma? Diz pra gente o que você achou!

Céu – “Chico Buarque Song”

Presente em várias listas dos melhores discos de 2016, Tropix, traz uma versão totalmente diferente de “Chico Buarque Song”, da banda post-punk brasileira Fellini. A nova roupagem dada pela cantora Céu lhe rendeu o Prêmio Multishow na categoria Versão do Ano.

Assinada pelos quatro integrantes – Carlos Adão Volpato, Thomas Pappon, Jayr Marcos, Ricardo Salvagni – a canção faz parte do álbum Amor Louco, lançado em 1990 e re-lançado em CD em 2001.


“Silva –”Ainda Lembro”

Fã de Marisa Monte, Silva resolveu fazer uma homenagem com o projeto fonográfico Silva Canta Marisa (Slap). Nesse novo trabalho, o cantor, produtor e multi-instrumentista Lucio Silva traz novas roupagens para sucessos da cantora.

Um dos destaques desse projeto é “Ainda Lembro”, que ganhou uma levada pop com toques de soul. A canção, composta por Marisa Monte e Nando Reis, na versão original contou com a participação de Ed Motta e esteve presente no álbum Mais (1991), segundo da cantora.


Arthur Nogueira – “O Último Romântico”

O cantor e compositor Arthur Nogueira em seu novo disco Presente (Antonio Cicero 70) presta uma homenagem ao poeta, filósofo e letrista. Uma das canções revisitadas pelo músico foi o sucesso de Antonio Cicero em parceria com Lulu Santos e Sérgio Souza, “O Último Romântico”.

A canção foi gravada pela primeira vez para o álbum Tudo Azul, de 1984, que traz ainda outros sucessos de Lulu como “Tão Bem” e “Certas Coisas”. Em 1987, a faixa deu o título a  primeira coletânea musical do cantor.


João Fênix – “Cálice”

Composta em 1973 por Chico Buarque e Gilberto Gil, “Cálice” é um dos grades clássicos da música popular brasileira. Por conter metáforas que contestavam o período da ditadura militar, logo foi censurada. Liberada cinco anos depois, entrou para o disco Chico Buarque, lançado em 1978.

A canção foi regravada pelo cantor pernambucano João Fênix para o seu álbum De Volta Ao Começo (Biscoito Fino). Com uma interpretação forte, o músico traz a música para o cenário político e social atual contando com as participações do Coro feminino de Estudantes da Escola Estadual Antônio Viana contra a “Desorganização Escolar” de São Paulo e do Deputado Federal Jean Wyllys.


Matheus Brant – “Abandonado”

Gravada originalmente pelo Exaltasamba para o CD/DVD Ao Vivo Na Ilha da Magia (2009), a faixa “Abandonado” é uma composição do cantor Thiaguinho em parceria com o Pezinho, autor de outros grandes sucessos do grupo. O pagode festivo de Péricles e companhia ganha um tom mais introspectivo e melancólico nessa nova versão do mineiro Matheus Brant. A regravação entrou para o disco Assume Que Gosta, disponível para download gratuito.


CCOMA – “Aprendendo a Jogar”

O duo gaúcho Luciano Balen e Roberto Scopel, nomes por trás do CCOMA, em seu quarto disco Subtropical Temperadodisponível para download – traz uma releitura fankeada e dançante do sucesso de Guilherme Arantes na voz de Elis Regina, “Aprendendo a Jogar”. Na versão da dupla teve o vocal da cantora Etiene Nadine. A canção original foi gravada pela pimentinha em seu álbum Elis, lançado em 1972.


Laura Lavieri – “Quando Alguém Vai Embora”

Preparando o seu álbum de estreia, Laura Lavieri apresentou o primeiro single do registro. Produzido pelo produtor carioca Diogo Strausz, a melancólica e setentista “Quando Alguém Vai Embora” apesar de soar como inédita, na verdade é uma versão da canção composta por Cyro Monteiro e Candido Dias da Cruz em 1942. Gravada originalmente por Neide Fraga, como um samba canção, a faixa ganhou ainda um regravação de Angela Maria.


 Aíla – “Será”

Escrita pelo pernambucano Siba, a canção “Será” entrou para o álbum Toda Vez Que eu Dou Um Passo o Mundo Sai do Lugar, lançado em 2007. Ainda nessa época o cantor fazia parte do grupo Fluoresta do Samba.

Nove anos depois, a cantora paraense Aíla traz de volta o single com uma nova roupagem. A temática bastante atual se encaixou perfeitamente no tom contestador e político do disco Em cada verso um contra-ataque.


Oxente Uai – “Belo Balão”

‘Belo Balão’ foi composta e gravada por Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior, o Gonzaguinha, para o disco Olho de Lince – Trabalho de Parto, de 1985. A reinterpretação do grupo mineiro-nordestino Oxente Uai está presente no seu novo álbum, Feito Passarim, e contou com a participação da filha mais velha do filho do Rei do Baião, Fernanda Gonzaga, que também foi a responsável pela direção musical do registro. Baixe o novo lançamento da banda.


Badi Assad – “Royals”

Em 14º disco, Singular, Badi Assad volta também sua atenção, principalmente, para composições de outros artistas, especificamente da cena jovem internacional independente. Passando por Mumford & Sons, Alt-J, Skrillex, além Lorde e o seu hit “Royals, que ganhou uma sonoridade brasileira com batidas afro-baianas, pelo violão-voz de Badi e percussão de Simone Sou.


Teresa Cristina – “Tive Sim”

Um dos mais belos discos do ano, Teresa Cristina canta Cartola é recheado de sucessos deste grande compositor. O tom melancólico das canções se encaixa perfeitamente com a voz doce da sambista, que teve apenas a companhia de Carlinhos Sete Cordas. Estão ali “O Mundo é um Moinho” (1976),  Tive Sim” (1968), “As Rosas não Falam” (1976), entre outros clássicos.

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