Cafe Republica mostra sua nova fase em ‘Caravana’

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Uma das  promissoras bandas da nova geração do Rock carioca, a Cafe Republica embarcou em uma nova fase em 2017. O grupo –  formado por Octavio Peral, Anderson Ferreira “Cabs”, Barbanjo Reis, Juca Sodré e Ygor “Big” – se prepara para lançar o seu primeiro álbum com algumas novidades. A que mais chama atenção é a mudança da língua inglesa, que deu vida aos EPs Sweet Dive in Turtle’s Land (2014) e Luddere Occultant (2016), para um repertório todo em português. Uma aposta que tende ampliar o público da banda.

“A mudança veio naturalmente em busca de aproximar nossas canções da nossa realidade. Nada melhor do que nos expressarmos nas nossas músicas com a mesma linguagem do nosso dia a dia. A ampliação do público vai acontecer pelo simples fato das pessoas também se identificarem mais com essa forma de expressão”, explica o guitarrista Peral ao Som do Som.

Essa nova cara pode ser verificada nas faixas que aos poucos a banda vem revelando. Desde o final de julho já foram liberadas “Um” e “Jardim dos Olhos”, além da mais recente “Caravana“, que da nome ao disco. Canções que bebem da psicodelia brasileira setentista e circulam numa atmosfera existencial e reflexiva.

“A maior parte das letras surge a partir de questionamentos internos que nós temos e de situações que nos fazem refletir. Falar sobre o que não é totalmente compreendido nos move, e inevitavelmente isso se reflete em nossas canções de forma reflexiva e existencial. Algumas canções do disco são abstratas e tratam de dilemas comuns que qualquer ser humano passa em sua vida, como se questionar sobre a morte ou como os mistérios que nos envolvem como ser vivo”, disse Peral.

Previsto para ser lançado em outubro pelo selo Sagitta Records, Caravana tem a produção da própria banda e de Eugenio Dale. Esse é o segundo lançamento do quinteto em 2017, no começo do ano os cariocas disponibilizaram na rede o EP Interlúcido. Apesar de instrumental e ter um carater experimental, o compacto serviu de base para o disco cheio.

“Nosso próximo álbum possui a mesma lógica de produção e gravação utilizadas no nosso último trabalho Interlúcido, no qual todos participam ativamente como ouvintes uns dos outros. Como o processo foi bastante próximo, o disco de certa forma se posiciona como uma evolução ao Interlúcido com canções mais estruturadas, com os aprendizados que adquirimos durante a gravação do mesmo e com composições que nasceram quase que simultaneamente (durante a gravação do Interlúcido já estávamos trabalhando nas novas canções do próximo disco)”, revelou .

 

 

Foto: Laila Duvivier

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