Conheça cinco bandas da Espanha

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O nosso terceiro convidado da série #SoundsOfTheWorld vem do país atual campeão da Copa do Mundo e forte candidato a ganhar novamente, a Espanha. Jorge Muñoz do site espanhol Gotcha Musica indicoucinco bandas de seu país e aproveitou para falar das barreiras impostas as bandas latinas de se tornarem conhecidas mundialmente.

“Ultimamente a Espanha tem sido um dos locais menos conhecidos em termos de novas bandas com potencial para ir além e se tornar sucesso internacional. Talvez por preconceito com o castelhano, relegado ao idioma do reggaetón ou da música latina, fazendo com que as bandas de indie rock e pop eletrônico, que têm o espanhol como a língua materna, circulem apenas no cenário local. Com algumas exceções que conseguem ir mais adiante e aparecem em festivais e turnês pela América do Sul.

Isso não significa que não há bandas de qualidade, o país tem uma juventude ansiosa para fazer acontecer e transcender as fronteiras, se importando apenas em fazer música, não interessando a língua ou nacionalidade. Nós da Gotcha Musica queremos com a nossa humilde contribuição, trazer uma pequena amostra de bandas espanholas que têm enorme talento e potencial pela frente. Bandas de jovens que só tem um disco, um EP, uma demo, com pouco apoio por  sua condição underground, mas que definitivamente merecem estar, em muitos casos, acima  de bandas que não mantem a sua essência”.

Ouça as bandas espanholas abaixo e não deixe de conhecer também as novidades de Holanda e Austrália, nossos primeiros convidados.

Trepàt

Banda de Granada, cidade que deu origem aos grandes ícones do Rock e indie espanhol como Los Planetas, 091 ou Lori Meyers. Estes jovens (quatro meninas e um menino) acabaram de lançar seu primeiro disco, La Fiesta Oscura, depois de um compacto intitulado, La Linea Infinita. O som mistura elementos do folclore de Andalucía, do shoegaze, do indie mais tradicional e do dark pop dos anos 80, com instrumentos totalmente diferentes do universo indie como o oboé, gerando atmosferas sombrias, que as vezes lembram Golpes Bajos, Derribos Arias ou  Paralisis Permanente. As letras são de um lirismo doloroso e até mesmo pesado e incomodo, prendem no cérebro do ouvinte como mantras hipnóticos. Trepàt são dignos herdeiros da cena granadina, trazendo sua própria personalidade. A banda é uma das referências da nova onda andaluza, junto com a Pony Bravo.


Niño Burbuja

Eles acabaram de lançar o seu EP Fortaleza, depois de seu estupendo segundo disco, Clapico, que foi uma verdadeira virada na trajetória destes madrilenos, que tem um carinho por sons e atmosferas do levante espanhol. A Ninño Burbuja tem um estilo mais dançante, divertido, jovial e ensolarado, são, sem dúvida, uma das bandas que deve ser ouvida na praia, em um coquetel ao lado de uma piscina ou tomando a primeira dose em uma boate em Dénia (cidade da costa espanhola). Pop eletrônico otimista, divertido, com certas influências e M83 e Friendly Fires. Eles criaram o tropicalismo levantino dando sua identidade própria. Destaque para os falsetes do vocalista Cristian e a forma que fazem música, sempre  provocando sorrisos e animação. É uma banda que me levaria a um baile sem fim.


Mvnich

Mvnich, da chuvosa Vigo, tem como influências a new wave da Kraut e a loucura de Can, Neu!, Kraftwerk, além do pós punk de  Joy Division, Bauhaus, New Order, My Bloody Valentine, Curve, entre outros. Cantando em inglês, o que internacionaliza sua proposta, eles gravaram o seu primeiro disco, INA, representando o que nós pensamos que pode ser uma das primeiras referências ao novo hype. Mas o bom e interessante é que a sua música não é fruto só do hype. Sua música  é  capaz de fazer o grupo crescer e alcançar o topo de qualquer lista internacional. Isso porque INA, com todas as letras,  é um grande álbum.


Almanaque Zaragozano

 Coloque para tocar as bandas da década de 70/80 Derribos Arias, Kaka de Luxe, Glutamato Yeye e Los Nikis e as transportes para 2014, mas antes disso ouça El Niño Gusano, Los Punsetes, um pouco de Astrud e Joe Twilight. Agora apague do cérebro tudo o que aprenderam sobre como tocar um instrumento musical e comecem do zero, dando-lhes um violão uma guitarra elétrica com pastilhas enferrujadas e uma bateria simples. E nós colocamos um desafio: Você tem que gravar um disco! Low Fi, puro!

Almanaque Zaragozano é o resultado desse projeto imaginário. Suas canções soam frescas, divertidas e com um charme especial. As letras misturam ironia e humor, as vezes infantil.


Drop

Cada dia fica mais claro que os anos 90 são os novos 80, devido as influências sonoras das novas bandas. De Sevilha, a Drop, com um único EP lançado, é uma dessas bandas que se inspiram nessa fase mágica do shoegaze, noise e drone, onde a saturação sonora das guitarras e dos baixos densos foram uma das principais senhas pra formação da identidade. Prova disso são as músicas como “The Fear & The Fury”, que alterna guitarras pesadas com uma compreensão e saturação elevadas, convertendo o som em uma bola de ruido, no estilo da “Cherub Rock” do Smashing Pumpkins ou “Feed Me With Your Kiss” do My Bloody Valentine.  Talvez esta seja a canção que mais lembra o shoegaze e o rock alternativo dos anos 90. Vozes em um nível mais baixo que os instrumentos, guitarras que alternam entre a suavidade e a agressividade. São quatro canções novas, apesar do seu som retrô, adequadas para está época do neogrunge que estamos vivendo.

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