Discos que marcaram a infância

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Quem não se lembra de alguma situação, lugar ou pessoa quando ouve um determinado disco ou canção? A música tem esse poder nostálgico, ela está presente em vários momentos e fases da nossa vida.

Desde pequenos passamos a ter contato com a música, seja pelas cantigas de ninar, infantis ou até mesmo pelas canções que os que estão ao nosso redor escutam. Muitas vezes estas acabam se tornando nossa referência musical.

Em homenagem ao Dia das Crianças o Som do Som convidou músicos da cena independente brasileira para falarem sobre os discos que marcaram a sua infância e a influência que essas obras tiveram no trabalho de cada um.

Veja o que eles revelaram:

 Fernando Temporão

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“Igualmente Dark Side of the moon do Pink Floyd, Metrô linha 743 do Raul Seixas e Magical Mistery Tour dos Beatles. Meu pai ouvia os três no repeat, o tempo todo. São discos que fundamentam minha paixão pela música pop, e representam a consolidação de uma espécie de inconsciente musical, de sons e texturas que eu sempre guardarei comigo.

Os Beatles são o pilar da minha música, do que eu entendo como perfeição, e Raul sempre contribuiu muito com sua ironia e sarcasmo, algo que acho fundamental num artista”.


Júlio Ferraz  (Vocalista da banda pernambucana Novanguarda)

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“Com certeza o “disco que marcou a minha infância” são as duas coletâneas Past Masters dos Beatles. Eu cantarolava o disco inteiro quando criança e era o que embalava as festinhas de aniversário em minha casa em Floresta, no sertão de Pernambuco.

Os Beatles até hoje são uma das maiores influências em minha música, e sem dúvida é uma das bandas que mais escutei na vida e talvez represente bastante o desejo de viver uma banda e construir obras em conjunto”.


César Lacerda

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“Minha mãe é pianista e o meu pai um amante de música. Além disso, nasci numa cidade, Diamantina, em que a música acontecia nas ruas, nos festejos, nas serestas. Ou seja, minha infância é marcada pela música. Mas lembro que um dia meus pais foram a BH e compraram um som com carrossel de cds. O primeiro lá de casa depois da vitrola. E nessa época, lembro que apareceu em casa um disco das Spice Girls. O primeiro. Acho que foi um presente de aniversário para a minha irmã, algo assim. Sei que ouvi muito aquele disco. Gostava muito das canções, do jeito que as meninas cantavam, da produção.

Suponha que quem conheça o meu trabalho, se surpreenda com essa declaração, mas essa girl band é, de fato, referência para a minha vida musical. Inclusive, recentemente fiz um show com o Fernando Temporã no Rio de Janeiro e tocamos “2 Become 1″. Foi um super sucesso. Esse disco teve uma recepção muito grande na minha geração!”


Ricardo Massonetto  (Vocalista da banda Doutor Jupter)

ricardo

Krig-ha, Bandolo de Raul Seixas. O disco era de uma pequena coleção do meu pai. Me lembro de ainda muito jovem, aos sete anos aproximadamente, ficar na sala tocando todas as canções, com um violão sem cordas, junto com o disco. Foi o primeiro álbum que me chamou verdadeiramente a atenção, depois comecei a passear por alguns discos do Roberto Carlos que meus pais possuíam, e ai na adolescência comecei a curtir muito as bandas de rock nacional da década de oitenta.

Eu, meu irmão e outros grandes amigos de infância, formamos um grupo que se chamava Sociedade Urbana, o grupo era tipo um Time. Juntos jogávamos futebol, soltávamos pipa, jogávamos botão, bola de gude e outras travessuras. Este foi inclusive o nome de nossa primeira banda, formada em 1994, que durou até 2005 em Ribeirão Preto. O nome era uma homenagem à Sociedade Alternativa do Raulzito e ao grupo Legião Urbana, outra banda que marcou nossa adolescência”.


Digo Policiano

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“O disco que marcou minha infância foi Engenheiros do Hawaii – O Papa é Pop – (1990). Eu era quase um bebê quando ele foi lançado, mas me lembro que em algum momento, entre os 8 e 11 anos, descobri essa obra. Foi a primeira que ouvi inteira. Me impressionei com a música: “Pra Ser Sincero”. Eu a repetia varias vezes por dia. E sim, de maneira cômica, acabo de descobrir que ela me influencia até hoje. Nunca tinha pensado racionalmente sobre o assunto, mas percebo que parte daquelas melodias e poesia se manifestam em minha maneira de compor e ver a música até hoje.”


Diego Torres (Vocalista da banda Os Descordantes)

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“Muitos discos marcaram minha infância, por exemplo, Pulse do Pink Floyd, Brothers in arms do Dire Straits, coletâneas de Joe Cocker, Janis Joplin, Eric Clapton e Jimi Hendrix, além do The Free wheeling doBob Dylan e discos do Michael Jackson. O The Wall do Pink Floyd era meu favorito, e talvez seja até hoje. Mas um que marcou bastante e que me veio a tona umas duas semanas e que me fez ir a uma loja de discos e comprá-lo novamente, foi O Grande Encontro. Aquele com o quarteto completo: Zé, Geraldo, Alceu e Elba. Que disco maravilhoso! Lembrei que ouvia muito na infância todos esses discos por influência do meu pai. Ouvíamos muito nas viagens de carro em família, do Acre ao RJ para visitar parentes. Comprei o disco de novo e descobri que mesmo depois de mais de uma década sem ouvir, ainda sei cantar todas as musicas inteiras. Pela parte da minha mãe, ouvia muito Beatles, muito mesmo. Mas o disco que eu destaco é o Grande Encontro.”


Sandro Silveira  (Vocalista da banda gaúcha Frida)

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O disco que me marcou quando criança e pré-adolescente foi certamente o Appetite for Destruction, do Guns N’ Roses. Acho que a influência maior foi me atentar para música.

* O músico é o primeiro da direita.


Fizemos também uma mixtape com as músicas dos artistas convidados e com as suas indicações. Ouça e divirta-se!

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