Dolores 602 lança webclipe e single

359
0
COMPARTILHAR:

Estrada, estúdio e momentos importantes e também descontraídos de uma trajetória que vem desde 2010 estão registrados no novo webclipe da banda Dolores 602, “Dolores”, que também ganha faixa inédita nas principais plataformas de streaming. A música é conhecida de fãs, pois está no repertório das apresentações que a banda tem feito em Belo Horizonte e em diversas cidades do interior de Minas Gerais.

As imagens compiladas de diversos momentos do grupo são registros feitos por profissionais do audiovisual que acompanharam a banda, como Emília Aidar, Brodagem Filmes-SP e Raquel Pinheiro – videomaker que assina a direção do clipe junto com a banda –, por amigxs e pela própria banda.

 

O quarteto mineiro bateu um papo curto, porém bem esclarecedor, com o Som do Som sobre os próximos passos da banda e o machismo no meio musical.

Vocês falam que são  ‘um coletivo de quatro compositoras e instrumentistas’ e  que o público segue ainda ‘acostumado com um cenário predominantemente masculino’. Eu acho muito importante ainda abordarmos esse assunto, pois a desconstrução é diária e sempre necessária. Vocês sinalizam que o público está acostumado com o palco masculino, e no meio musical, ainda há uma postura machista em relação a uma banda de mulheres? Como é a receptividade e tratamento dos demais profissionais do ecossistema musical quando quem sobe ao palco é uma banda feminina?

Sim, ainda existe esse pensamento majoritariamente masculinizado no meio musical. A começar pela forma de se referir: “vamos contratar um músico, um produtor”… “o guitarrista é o cara que…”, “uma banda de mulher”, etc. A desconstrução é sempre diária, sim, em cada ação e até no próprio pensamento da banda e equipe de produção. Não deve ser só atribuída ao outro. Somos todxs nós. É uma guerrilha do amor, digamos, na qual se busca uma democratização das oportunidades e, consequentemente, pluralizar a arte musical. É preciso persistir, mostrar-se, continuar a existir, apesar das dificuldades. A receptividade que encontramos depende muito do investimento que a/o contratante já fez na construção do seu próprio preconceito. Cada pessoa só é capaz de mudar a si mesmx e entendemos que este deve ser um esforço de todxs para nos tornarmos um mundo mais aberto e sermos mais ricxs de experiência humana, ao invés de nos fecharmos apenas no que entendemos como masculino.

O novo consumo musical tem se baseado cada vez mais nas novas tecnologias como canais de streamming e vídeos, assim  além do lançamento do novo disco em 2018, quais as ações futuras da banda?

O novo disco chegará no início de 2018 por vários canais de streaming e redes sociais. É inegável que essas são as ferramentas que chegam mais rápido e facilmente às pessoas que querem nos ouvir. Por outro lado, a rede social que nos faz mais feliz é o contato pessoal, então está nos nossos planos levar esse novo trabalho a várias regiões do país através de uma turnê de divulgação que será divulgada assim que o trabalho for lançado.

Foto: Raquel Pinheiro

COMPARTILHAR:

Comentários no Facebook