Entrevista: Autoramas

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Comemorando 15 anos em 2013, a banda Autoramas formada por Gabriel Thomaz, Bacalhau e Flavia Couri percorre o Brasil e o mundo levando o seu rock n’ roll dançante e original. Totalmente independente, a banda já lançou seis discos, já se apresentou em grandes festivais como o Rock in Rio e o Primavera Sound, este na Espanha, e se prepara para lançar o seu segundo DVD, oAutoramas Internacional, com gravações das excursões pelo exterior.

Com fôlego para muitos anos, os cariocas divulgaram essa semana o EP Auto Boogie gravado com o BNegão, que traz quatro faixas, incluindo as versões inusitadas de Prince e Lou Reed. A parceria da banda com o músico se repetirá amanhã, 14/9, no Palco Sunset, no Rock in Rio, onde irão mostrar a mistura do Rock com o groove.  A participação no festival, o novo compacto e a carreira foram alguns dos assuntos abordados na conversa que o Som do Som teve com o Vocalista Gabriel Thomaz.

Recentemente vocês gravaram o EP Auto Boogie com o BNegão. Pode falar um pouco sobre ele? A escolha das músicas/ versões?

Estou muito empolgado. Está fresquinho, acabou de ser lançado. A gente já tinha feito alguns shows juntos (fizeram turnê por algumas cidades). Então reunimos referências comuns de artistas que curtimos. Selecionamos uma música inédita (“O Giro”) e mais três que se destacavam nos shows, buscamos avaliar a reação da platéia. O EP teve a produção do Frejat, que foi muito generoso e abriu a porta do seu estúdio pra gente.

A parceria com o BNegão se repetirá no sábado no Rock in Rio e vocês terão a difícil tarefa de abrir os trabalhos no Palco Sunset em um horário um pouco ingrato. O que vocês estão preparando para esse show?

Que nada, é o melhor horário. Já tem bastante gente nesse horário. Pegamos a galera mais interessada, mais descansada, que ficam na grade babando, grunhido de energia. Sedentas por Rrrrrrock.

E como será o setlist? 

O repertório irá misturar músicas do Autoramas, do BNegão; do Planet Hemp; da Little Quail and The Mad Birds, banda da qual fiz parte nos anos 90; além de versões comuns ao nosso gosto como Lou Reed e Prince, que estão no EP. Estamos muito felizes por poder também incluir um som do Sonic Youth num festival do Brasil. Vai ter um montão de coisas.

Li em uma reportagem uma declaração sua de que o “Autoramas tem como intenção fazer um rock que ninguém faz”. O fato de se manterem fiéis ao estilo de vocês, que é fazer “Rock para dançar” colabora para isso?

Todos deveriam buscar isso. A gente quer fazer o nosso som, o nosso estilo. Uma das coisas que trazemos dos nossos shows no exterior é a receptividade as nossas músicas, que são consideradas por eles como original.

Vocês estão há 15 anos na estrada e desde o começo a banda lançou os discos sem gravadora, fez (e faz) shows em vários países e diversos festivais. Como é ser totalmente independente e conseguir conquistar esse espaço?

O Autoramas meio que inventou esse nicho de independente profissional. Antigamente tinha muito amadorismo. É muito bom a gente ver artistas não só no Rock, mas em diversos estilos  como Hip Hop e MPB sendo profissionais, fazendo um trabalho de qualidade, um som que é novidade no mundo. Nós fazemos todo o trabalho braçal, como contato de show, produção, divulgação… é muito bom!

Falando nos shows e festivais. Tem algum especial ou o último é sempre o melhor?

Certeza. Tocar no Rock in Rio é muito bom, já tínhamos participado em 2001 (no extinto Palco Brasil). Já tocamos também noPrimavera Sound na Espanha que foi um sonho. Em novembro, vamos fazer show em Natal, no festival Do Sol que é muito bacana. Já tocamos também no Acre. Participar de festivais pra gente é um prazer.

Isso se aplica também aos discos? Considera que o Musica crocante é o melhor álbum da banda?

Com certeza. Nele estão as nossas melhores músicas, tocamos melhor, a capa é super bonita, o repertório  é o melhor que já reunimos num disco, o som e a gravação ficou do jeito que a gente pensou.

Vocês divulgaram recentemente mais um trailer do DVD Autoramas Internacional. Quando será lançado?

O conteúdo está pronto, mas algumas burocracias tem feito demorar o lançamento. Estou muito ansioso para ver a reação das pessoas.

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