Entrevista: Franny Glass

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Franny Glass, projeto solo do uruguaio Gonzalo Deniz, desembarca no Brasil para se apresentar no próximo domingo, 7, no Festival LAB, em Maceió. O cantor abrirá o evento junto com o carioca Momo. Já no dia 6 de novembro, volta para tocar no festival latinoamericano El Mapa de Todos, em Porto Alegre.

O cantor apresenta uma sonoridade que passeia pelo folk, pop e pela música uruguaia, que pode ser conferida nos três disco lançados. O último deles, El Podador Primaveral lhe rendeu um Prêmio Graffiti (maior premiação da música uruguaia), além de ter sido eleito o melhor cantor do Prêmio Iris 2012. O seu quarto álbum, Planes, já está em fase de captação, o cantor aderiu ao crowdfunfing, através do site ideame, com o intuito de conseguir financiar e gravar o novo trabalho.

Além da carreira solo, Gonzalo Deniz é vocalista da banda  Mersey, que tem ainda Martín André, Germán Deniz, Gabriel Mazza e Diego Zapata como integrantes. No final do ano passado lançaram o disco Canciones de Irma y Julio, que pode ser baixado gratuitamente aqui.

O músico já esteve no país várias vezes para shows, o que lhe rendeu algumas parcerias com músicos brasileiros. O cantor já tocou com Tiê no projeto Seus Pares Latinos (2010), participou do tributo a Adriana Calcanhoto, do EP Haveno da banda instrumental mineira Constantina, para quem compôs duas letras, entre outros.

Quer saber mais sobre o Franny Glass? O Som do Som bateu um papo sobre os seus discos, o novo projeto, parcerias e shows que vai fazer no Brasil.

Vários artistas tem adotado o crowdfunfing para gravar discos e clipes. Você aderiu a este esquema para poder lançar o seu quarto álbum. A ajuda de apoiadores, fãs e admiradores através de financiamento coletivo é o caminho dos músicos independentes? Como está a sua expectativa?

É um caminho possível. Eu creio que quanto menos intermediários existam entre o músico e quem escutar sua música, melhor. É algo novo pra mim. Fiz de forma experimental, não sabia o que esperar, até agora vai bem. Mas ainda falta para chegar ao objetivo. Preciso de mais ajuda. (Pode contribuir aqui).

Falando no disco novo… As músicas já estão prontas? Seguirá a mesma linha do El Podador Primaveral ou irá retomar a sonoridade dos dois primeiros?

As novas canções seguem a linha experimental de El Podador Primaveral. Meu primeiro disco é composto por músicas folk, basicamente, tocadas em violão e voz. O segundo foi uma busca de aperfeiçoar o primeiro. Em El Podador Primaveral eu tentei  conciliar o espírito do projeto com uma nova inquietude que consistia em trabalhar dando uma maior atenção a identidade regional. Utilizar gêneros uruguaios, e tocá-los a minha maneira. Para o próximo álbum, quero continuar essa busca, mas com a ajuda de uma banda.

Você já colaborou em trabalhos de outros cantores. O seu disco novo terá alguma participação?

A principio não, terá mais gente no processo, mas porque agora somos uma banda. Não tenho pensado em ter convidados especiais.

Apesar de ser uma banda de um homem só você não usa o seu nome. Franny Glass seria o seu alter ego?

Eu gosto de dizer que é um nome de um projeto. Meu projeto solo, mas não é um pseudônimo que elegi pra mim, por mais que. inevitavelmente, pareça. Eu não tenho problema com ele.

Em paralelo a sua carreira solo você é vocalista da Mersey, que tem som um pouco mais pop/rock. Como consegue conciliar esses trabalhos com estilos diferentes?

Mais difícil seria ter dois projetos com o mesmo estilo. Com Mersey trabalhamos em grupo. É outro tipo de processo na hora de compor as canções. Embora, há vezes que as músicas se cruzam, algumas que penso para Mersey acabam sendo para Franny Glasse vice-versa.

Você volta ao Brasil para dois shows em Alagoas e Rio Grande do Sul. O que você está preparando para essas apresentações? Vai rolar música nova?

Sim, seguramente vou apresentar algumas canções novas. Os shows vão ser diferentes entre si. Já que em Maceió (Festival Lab) vou sozinho e em Porto Alegre (El Mapa De Todos) vamos tocar em formato de banda.

Você tem uma ligação forte com músicos brasileiros. Já tocou com Tiê, participou do tributo a Adriana Calcanhoto, do disco do Constantina e de um vídeo com a banda Hidrocor. Como surgiu o convite  dessas parcerias? Como é sua relação com o Brasil?

Todas essas colaborações surgiram graças ao trabalho de Rodrigo Macieira (um dos criadores do projeto de integração entre artistas independentes latino-americanos “Se no puedo bailar, no es mi Revolución”. Trazia músicos para tocar no Rio e em São Paulo) que é quem tem me levado a tocar sempre no Brasil. O trabalho do Rodrigo é muito importante para os projetos musicais independentes da América Latina e isso tem gerado muitas colaborações entre músicos.

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