Gabriela Cândido: ‘Metade de mim é batida e a outra metade é letra’

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21 Anos, voz suave, um trauma inexplicável de fotógrafos (vamos trabalhar isso aí, né miga?) e uma prática peculiar de presentear os fãs com selinhos (Hebe Camargo fez escola), Gabriela Cândido é a nova promessa da música potiguar. Natural de Natal, mas residente na cidade de João Câmara, interior do Rio Grande do Norte, Gabriela resolveu trocar o serviço social pela música e lançou no mês passado o álbum Universo, contendo sete canções de sua autoria.

Em três semanas, Gabriela viu o vídeo de sua música Flor ultrapassar as três mil visualizações, número bastante expressivo para um trabalho independente, já dando a mostra do potencial da cantora. Simpática e pra lá de bem humorada, Gabriela bateu um papo com a gente sobre música, a vida e planos para o futuro. Confere aí.

Como começou sua relação com a música?

A minha relação com a música começou quando eu ainda era muito nova; eu sempre gostei de assistir musicais e desde criança eu amava música e ficar inventando rimas era uma das minhas brincadeiras preferidas. Qualquer situação que acontecia eu contava a história cantando.

Quais as suas influências?

A minha influência musical é música boa. Nunca tive um estilo preferido, se eu gostasse do som, eu ouvia. Em um dia eu escuto de Chico César à Charlie Brown Jr. Eu gosto de música, eu gosto de experimentar novos sons, de conhecer novos artistas, sobretudo artistas que não têm destaque na mídia, e isso tudo vai me influenciando a construir o meu próprio material.

Em qual momento de sua vida você decidiu que a música era o caminho que você seguiria?

Eu sempre quis poder seguir o caminho da música, mas eu tinha medo de me arriscar, de me jogar e de expor o meu trabalho. Mas 2016 foi um ano divisor de águas. Eu percebi que eu queria tanto viver de música que fazer outra coisa começou a não ter mais sentido, então eu pensei “eu tenho que correr atrás disso” e resolvi dar o primeiro passo, gravar minhas músicas e postar na internet.

Antes da música, você tinha qual atividade?

Eu cursava Serviço Social. Fiz até o quinto período e tranquei justamente por sentir que não era aquilo que eu queria fazer e sim, seguir o caminho da música.

Quem estuda Serviço Social costuma ter uma visão de mundo diferenciada. Essa forma de ver o mundo lhe influência de alguma maneira nas suas composições?

Entre as músicas que eu lancei, com exceção de uma, todas as outras falam sobre amor. A música “Universo” foi uma viagem muito louca de uma amiga que estava conversando comigo por telefone, contando que estava usando algumas drogas pesadas e eu poetizei tudo que ela me falou. O Serviço Social me deu sim uma nova visão de mundo e eu componho músicas sobre questões sociais, mas são canções que no momento ainda estão na gaveta.

Mas você pretende trabalhar também essas músicas?

Sim, sim. Mas são projetos futuros.

Seu disco foi produzido por Toni Gregório, conhecido pelo seu trabalho com o Rosa de Pedra. Como surgiu esse contato e a decisão de chama-lo para lhe produzir?

Eu o conheci através da minha prima, que era colega dele. Ouvi alguns trabalhos do Toni e gostei bastante, então resolvi que era com ele mesmo que eu iria gravar. Trabalhar com ele foi bem tranquilo, ele conseguiu pegar as minhas ideias e também agregar muito o conhecimento dele ao meu projeto.

Agora aquela pergunta clichê: quais os plano pro futuro?

Pergunta complexa (risos). Planos eles mudam de tempos em tempos. Eu sei que independente do que aconteça, os meus planos envolverão a música, porque metade mim é batida e a outra metade é letra então, não tem como eu fazer outra coisa, pois é isso que eu amo. Os projetos eu ainda tenho vários, ainda preciso parar e focar em um, parar, pensar e decidir: É isso. Eu também acredito que existe o tempo de plantar e o tempo de colher. Eu lancei o meu projeto a menos de um mês, então agora eu estou no momento de plantar e os meus projetos futuros vão acabar vindo sem nem planejar muito, pois as coisas acontecem quando elas tem que acontecer.

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