Entrevista: Móveis Coloniais de Acaju

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Comemorando 10 anos de lançamento do seu primeiro disco, Idem, a banda Móveis Coloniais de Acaju convida o paraense Felipe Cordeiro para duas apresentações, neste sábado, 25, e domingo, 26, no Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros, em São Paulo.

Juntos eles apresentam o projeto Lâmbida, no qual a sonoridade do ska rock do Móveis encontra o carimbó, a guitarra e a lambada de Felipe. O projeto apresenta músicas inéditas resultantes desta parceria, assim como alguns sucessos tanto do Móveis como de Felipe Cordeiro.

Os brasilienses, que lançaram o seu último disco em 2013, seguem fazendo shows pelo país, incluindo apresentações especiais tocando o primeiro álbum na integra. Um novo trabalho deve vir só no ano que vem, os integrantes tiraram 2015 para se dedicarem aos seus projetos pessoais.

Batemos um papo com o flautista Beto Mejia sobre o Idem, a parceria com Felipe Cordeiro e outros projetos da banda.

Dois mil e quinze é um ano especial para a banda, pois marca os 10 anos do lançamento de Idem. Olhando hoje, como vocês analisam esse primeiro trabalho?

Esse primeiro disco é um retrato da energia de nossa juventude. ideias e palas com textualidades surreais, com instrumentação pop experimental, feitas por um grupo de 10 pessoas que só tinham vontade de se divertir.

Tem alguma curiosidade em relação a gravação, escolha de repertório ou divulgação que poderiam revelar?

O disco foi um retrato das canções que tínhamos naquele momento. Na verdade, uma música ficou de fora que se chamava “Lei de Gérson”. Falávamos sobre tirar vantagem de tudo e de todos. Tema sempre muito atual, né?

Além de shows tocando Idem, vocês pretendem lançar uma edição especial do álbum?

Uma ótima ideia! Quem sabe pensamos em algo assim… por enquanto, estamos somente prensando novamente o álbum original.

“Esse primeiro disco é um retrato da energia de nossa juventude”.

Vocês estão sempre ligados a projetos artísticos, um dos mais importantes é o FestivalMóveis Convida. Poderiam falar da edição desse ano?

O festival Móveis Convida agora é coordenado pelo nosso baixista, Fabio Pedroza. A banda, como instituição, não participa mais como organizadora master do evento. Esse ano está focando suas atividades até agora em ações de mobilização e sensibilização de público, além de capacitação de recursos humanos para a cadeia produtiva da música de Brasília. Na prática, o festival realizou palestras, workshops e shows em locais inusitados como escolas públicas do DF.

Como surgiu a parceria com o Felipe Cordeiro? Existe a possibilidade do projeto Lâmbida virar um EP ou até mesmo um disco?

Conhecemos o Felipe em Belém. Depois os produtores de cada banda conversaram sobre um possível projeto autoral juntos, chamado Lâmbida. No entanto, por ambas as agendas estarem sempre conturbadas, creio que este projeto ainda não levantou vôo. Quem sabe com esse primeiro passo no show, possamos pensar um disco/show deste projeto Lâmbida. O futuro dirá!

Falando em álbum. Vocês já estão preparando o sucessor de De Lá Até Aqui? Quais os próximos passos da banda?

Estamos num momento de fortalecer projetos pessoais. O Esdras, nosso saxofonista, acabou de lançar um disco somente com músicas do Hermeto Pascoal. O Paulo, nosso outro saxofonista, também acaba de lançar um disco de música instrumental com o antigo guitarrista do Móveis. Eu já tenho trabalho solo e preparo o meu novo disco. O André está produzindo um baile para a terceira idade com releituras de clássicos da música brasileira. Coisa de Gênio. Enfim, cada um buscando um pouquinho de ar em novos projetos para pensarmos novidades para o Móveis.

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