Entrevista: República

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Um dos nomes mais tradicionais do Heavy rock brasileiro, o República se prepara para lançar o seu terceiro disco, Ponit of no Return, o primeiro com o novo vocalista, Leo Belling. Formada ainda por Luiz Fernando Vieira, Jorge Marinhas, Marco Vieira e Gabriel Triani, a banda está há mais de 20 anos na estrada e tem acumulado várias participações em festivais pelo Brasil a fora, como o Planeta Atlântida, Planeta Terra e Lollapalooza.

E não poderia ter lugar melhor do que um grande festival para ser lançado oficialmente o novo álbum. A banda se apresentará  na próxima quinta-feira, 19/9, no Palco Sunset, no Rock in Rio, dia dedicado ao heavy metal e tendo como headline uma de suas influências, o Metallica.

O guitarrista Luiz Fernando Vieira conversou com o Som do Som e nos contou como será o lançamento do Ponit of no Return, a expectativa para show no Rock in Rio, as manifestações no país e muito mais.

Como é manter a mesma pegada depois de mais de 20 de carreira?

Quando você faz o que gosta e o que acredita, o tempo passa e nem percebemos. O Republica sempre foi se renovando, experimentando, evoluindo. A entrada do Leo foi como uma dose de adrenalina. Um novo desafio que se transformou em um momento totalmente novo em nossa carreira. Nova forma de compor, de criar, de inspirar… Motivação extrema para um salto maior. Nos sentimos hoje como se estivéssemos apenas começando.

Como foi para o Leo Belling assumir os vocais de uma banda com tantos anos na estrada?

Acredito que ele sentiu o mesmo. Um desafio. Mas ao mesmo tempo, uma oportunidade de fazer algo novo. Iniciar um novo ciclo. E isso motiva, nos renova. E ele entrou para o Republica de uma forma definitiva. Se dedicou desde o primeiro ensaio. Foi como se já estivéssemos juntos há anos.

Os dois primeiros discos alternavam entre músicas em inglês e português, no Ponit of no Return vocês resolveram mudar. Por que grava-lo todo em inglês? O rock funciona melhor?

Achamos que com a nova formação e o material que estávamos compondo, tínhamos que pensar maior. O inglês abre fronteiras. Nossa música estará acessível para o mundo todo. Além disso, as músicas “pediam” isso. Não consigo imaginar o álbum novo em português. Esta é inclusive uma das razões do nome do álbum.

Além da língua, o que tem de diferente deste disco em relação aos outros?

É nosso álbum mais elaborado e refinado. Ao mesmo tempo o mais pesado também. Foram muitos meses compondo, estudando e pesquisando timbres, melodias, etc… Nossa essência está lá, mas com mais maturidade e qualidade em tudo.

republicadisco

Quando será lançado oficialmente? Será de forma independente ou por alguma gravadora?

O álbum será lançado oficialmente dia 19/09, durante nosso show no Rock in Rio. A partir desse dia estará já disponível em praticamente todas as plataformas digitais em todo o mundo. Assinamos um contrato de distribuição com a Wikimetal Music. Na loja do site deles estarão também a venda os formatos físicos CD e Vinil. Inclusive com versões deluxe com encarte especial no caso do CD e Picture Disc no Vinil.

Na capa do terceiro disco tem a imagem de um Black bloc. Como vocês se posicionam em relação as manifestações que andam ocorrendo pelo país e a possível proibição do uso de mascaras?

A imagem da capa é real. Não foi produzida. E escolhemos exatamente, pois aquela situação ilustra um ponto extremo. Não há como voltar atrás depois daquilo.  É um Point of No Return! E, além disso, esse tipo de manifestação está acontecendo pelo mundo todo. É um fenômeno mundial. O Mundo todo está cansado de ser passivo. Não queremos individualizar nenhum tipo de manifestação ou nos colocar a favor desses ou daqueles.  O que importa é que coisas como ditaduras, corrupção, violência e falta de transparência estão com os dias contados no mundo todo. Não acredito em utopia. Um mundo perfeito. Claro que não. Mas acredito que chegamos a  um limite que na verdade foi ultrapassado a muito tempo. Acho que viveremos nos próximos anos uma mudança social e cultural profunda no Brasil e no Mundo. Os líderes mundiais terão que entender isso, respeitar e se adaptar. Caso contrário serão trocados, depostos… O mundo está exigindo novos líderes. Verdadeiramente comprometidos com a resolução dos problemas sociais.

Falando no dia 19, o show no Rock in Rio será pautado no Ponit of no return? Como será o setlist?

Exatamente. Nosso show será focado no novo álbum. Teremos ainda nossos convidados de honra, Dr.Sin e Roy Z e certamente teremos algumas surpresas em conjunto com eles. Ainda estamos fechando o setlist, mas garanto que será um show muito especial para os fãs do Heavy Rock !

E como rolou o convite para participar do festival?

No final do ano passado, o principal Diretor do Rock in Rio nos viu tocar no Ceará Music e ficou muito bem impressionado com o República. Nos conhecemos e durante o processo de gravação do álbum, convidamos ele e mais outros diretores do Rock in Rio para ouvir o material que estávamos produzindo. Neste momento o Line up já estava fechado, mas mesmo assim queríamos que eles ficassem com o material do Point of No Return na cabeça. Alguns meses depois houve o cancelamento do show do Bullet For My Valentine, e eles resolveram nos dar essa oportunidade única e especial. Receber a ligação do Rock in Rio nos convidando para tocar, é um daqueles momentos que não esquecemos nunca mais na vida.

“Quem for ao Rock in Rio dia 19 verá um Republica “enfurecido”. Tenho certeza que será um grande show”!

Vocês se apresentarão ao lado do Roy Z, que também participou da música “Goodbye Asshole” do novo disco. Como foi a gravação? A participação dele será só nesta música?

O Roy Z foi muito gentil conosco. Mandamos nossa música para ele em LA, e em poucos dias recebemos um material maravilhoso e que realmente deixou “Goodbye Asshole” muito especial. Ele nos mandou muito material e nos deixou muito a vontade em escolher o que achamos melhor para a música. Ficamos muito felizes quando mandamos o track pronto e ele adorou. Além de “Goodbye Asshole” o Roy vai tocar outras conosco. Não é sempre que temos a chance de tocar com um músico e produtor como ele. Tenho certeza que vai ser incrível!

Outro convidado que dividirá o palco com vocês é a Dr. Sin. Como será a participação deles?

Assim como o Roy Z, tocaremos algumas músicas com o Dr. Sin. Além deles tocarem também alguns de seus sucessos. Vai ser uma grande honra para nós tocar com tantos músicos de qualidade de uma só vez.

No dia 19 tocam também bandas consagradas com Metalica, Alice Chains… tem alguma atração especial que gostariam de assistir? 

Quero assistir o máximo de shows que puder. Adoro isso. Certamente não perco os shows do Metallica, Alice in Chains e Iron Maiden por nada. Quero ver também os shows do Sepultura que tenho certeza, serão incríveis.

Vocês já tocaram em festivais grandes como Planeta Atlântida, Planeta Terra e Lollapalooza. Tocar no Rock in Rio será tranquilo ou não é bem assim?

São momentos especiais em nossas carreiras. São aqueles dias que marcam nossa existência. Não tem como ser apenas mais um dia… Vai ter ansiedade, insônia… Mas o segredo é pegar toda essa ansiedade, transformar em adrenalina, subir no palco e “chutar o pau da barraca”…. Quem for ao Rock in Rio dia 19 verá um Republica “enfurecido”. Tenho certeza que será um grande show ! Estamos nos preparando muito pra isso.

Falando em shows, vocês abriram para o Deep Purple na última turnê que eles fizeram no Brasil. Como foi essa experiência?

Uma experiência única. Eles são verdadeiras lendas vivas do Rock. Foi uma honra! E muito marcante para nós. O Leo entrou noRepublica naqueles shows. Ou seja, abrir para o Deep Purple foi o nosso Point of No Return!

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