Entrevista: Valsa Binária

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Depois de um hiato de quatro anos sem lançar um novo trabalho, a Valsa Binária apresenta o seu segundo álbum, intitulado 10. Disponível para download gratuito, o disco será lançado oficialmente em dois shows, dia 11 de julho n’A Autêntica, e dia 13 no BH Rock Week, evento que conta com participações das bandas Cachorro Grande e Pato Fu.

O disco traz 10 canções autorais que transitam por sonoridades que remetem a diversas vertentes da música popular contemporânea. Destaque para a faixa “Receita”, que abre o álbum e já da o tom do que está por vir. Além de irreverente, ela traz um questionamento sobre a cobrança social para uma vida adulta correta, e o que é feito por muitos para que fiquem dentro dos padrões impostos e assim, possam se sentir aceitos.

Atualmente formada pelos músicos Leo Moraes (guitarra e voz), Rodrigo Valente (bateria), Danilo Derick (guitarra, teclados e variados) e Salomão Terra (baixo), a Valsa Binária é um dos atuais destaques da cena musical independente de BH, sendo nome frequente na programação de alguns dos mais importantes festivais do estado.

Em entrevista ao Som do Som, Leo Moraes, nos contou como é o processo de composição das músicas, o motivo do hiato de quatro anos, além dos projetos futuros da Valsa Binária.

Houve um hiato de quatro anos entre o primeiro disco, ‘Valsa Binária’, e o ‘10’. Por quê?

Depois do lançamento do CD “Valsa Binária” em 2011, viajamos com a banda trabalhando o disco. Quando estávamos para começar a trabalhar no próximo disco tivemos uma mudança de formação. Foi um tempo até fecharmos a atual formação, um processo natural de maturação, e sentimos que as coisas aconteceram no momento certo.

Amadurecemos como músicos e o processo também. A concepção do novo trabalho é resultado dessa trajetória, que também teve seu tempo. Em determinado momento percebemos que o trabalho poderia caminhar por uma direção que não era “natural”, mas acabou sendo bem absorvida. Incluímos sintetizadores, pianos elétricos, violão, instrumentos como glockenspiel e, acima de tudo, uma nova forma de encarar a música. Para nós, aliás, o processo foi enriquecedor.

No release da banda lemos a seguinte frase: ‘Melodias aparentemente despretensiosas são apoiadas por arranjos inusitados, por vezes estranhos, que são a roupagem das letras que vão da delicadeza profunda ao sarcasmo escrachado’. Como a banda fez para ir da delicadeza profunda ao sarcasmo escrachado em seu processo de composição?

É tudo uma questão de estado de espírito no momento da composição. Como na Valsa a gente tem um processo de criação bastante orgânico, sem um planejamento temático antecipado, as canções acabam saindo fortemente influenciadas pelo “agora”.

Por outro lado, a banda sempre teve essa pegada criativa, sem ser pretensiosa, que nos possibilita experimentar um lugar um pouco fora da curva. Tem sempre aquele detalhe inusitado. Eventualmente esse detalhe está na letra, como no caso de Tiramisu, do nosso primeiro disco, que na verdade é um trocadilho com tisunami. Às vezes é um detalhe musical, como em Palhaço, uma das faixas desse disco que explora o universo circense, com certa densidade emocional. No final das contas, nos damos essa liberdade.

Contem resumidamente por onde já andou a Valsa Binária.

Já tocamos em diversas cidades de Minas e nas capitais do sudeste. Participamos de eventos, feiras e programas de rádio em todo o Brasil, além de França e Argentina. A ideia agora é expandir essas incursões.

Quais os projetos para o segundo semestre de 2015?

Rodar as demais regiões do Brasil apresentando o novo repertório e ampliando o raio de atuação da banda. Temos a intenção de produzir materiais audiovisuais, clipes, que dialoguem com o conteúdo do disco. A vontade é de continuar experimentando e levar essa nossa visão para o máximo de pessoas, por meio de vários canais diferentes.

Serviço:

Lançamento CD 10

Quando: 11 de julho, sábado, às 22h
Onde: A Autêntica – Rua Alagoas, 1172 – Savassi | Belo Horizonte
Quanto: R$ 25,00


Lançamento CD 10 – BH Rock Week

Line up: Valsa Binária + Cachorro Grande + Pato Fu

Quando: 13 de julho, segunda, às 17h30
Onde: Praça da Savassi – Cruzamento Av. Cristóvão Colombo com Av. Getúlio Vargas | Belo Horizonte
Quanto: Entrada gratuita

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