Exclusivo: Os Gringos lançam o clipe de “Candy Coated Nightmare”

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Formada por quatro nativos dos EUA e um brasileiro nato em Itajubá, interior de Minas Gerais, a banda Os Gringos, radicada no Brasil desde 2013, lança hoje, 25, com exclusividade no Som do Som o primeiro clipe do álbum The Animal Kingdom, que acabou de sair do forno pela Monstros Discos. A faixa escolhida foi “Candy Coated Nightmare”, que traduz toda a força sonora do grupo e tem como temática a convivência entre pessoas.

“Nós consideramos Candy Coated Nightmare uma música equilibrada que mostra o potencial da banda em termos de sonoridade. Ela tem o peso de rock que nós almejamos, uma melodia contagiante e um timbre radiofônico”, explicou o guitarrista Daniel Friend o motivo da escolha do single.

Dirigido por Vinícios Duarte, o clipe foi pensado para ser um cartão de visitas da banda. Produzido em cima desta ideia, o vídeo foca no quinteto – João Castilhos (vocal), Jimmy Huntington (Guitarra), Daniel, Guilherme Paiva (Bateria) e Justin Hansen (Baixo) – ao mostra-los performando enquanto a câmera percorre o estúdio captando a personalidade de cada um em diferentes ângulos.

“Como é nosso primeiro clipe oficial, nós escolhemos um visual simples e enxuto para mostrar a ‘cara’ da banda para o mundo. A ideia era de focar na personalidade de palco de cada membro da banda, com cortes e cenas que ajudassem a criar um cenário intrigante e cativante”, revelou Daniel.

Três perguntas:

A banda foi formada aqui no Brasil ou ela já existia antes dos quatro virem para o país?

A banda se formou no Brasil. Cada integrante da banda vem de um lugar diferente do mundo. Sou de Indiana; João, Connecticut; Jimmy, Ohio; Justin, Oregon; e Guilherme, Itajubá, MG. O João e Jimmy se conheceram em Los Angeles, trabalhando juntos num Starbucks por volta de 2007. Os dois foram até Califórnia para trabalhar com entretenimento: João como roteirista de filme e Jimmy na cena musical. Por coincidência, os dois têm pais brasileiros, e eles resolveram vir para Itajubá em 2012. Eu já estava aqui desde 2009, mas eu não os conhecia até então. Quando os dois chegaram, eles já tinham um pouco de experiência tocando juntos: o Jimmy no violão e João fazendo letras e poesia improvisadas. Foi a partir daquele momento que eles me contagiaram, e começamos a compor músicas juntos depois das aulas de inglês na mesma escola onde trabalhávamos. Logo depois, chamamos o Guilherme (2013), que por coincidência ou destino, morava na mesma rua, é vizinho, do Jimmy e João. Para finalizar, Justin chegou em 2014, após de servir dois anos no Corpo da Paz na Indonésia. Tivemos dificuldade de achar um contra-baixista em Itajubá, e o Justin simplesmente apareceu. Assim fechamos o quinteto.

 Para alguns, pode aparecer uma grande coincidência, o fato de termos cruzado caminhos aqui no Sul de Minas assim e montado a banda. Não é uma coisa lógica, muito menos provável. Porém, nós acreditamos firmemente que fomos colocados juntos para fazer o quê estamos fazendo agora, essa jornada da banda.

Como o Guilherme entrou na banda?

Itajubá é uma cidade de tamanho médio, entre 90 e 100 mil habitantes. É fácil conhecer as pessoas e vê-las no seu dia-dia. Quando eu vim para Itajubá em 2009, fiz várias amizades e conheci o Guilherme num pub. Após deste primeiro encontro, nós não passamos tempo nos mesmos círculos, mas o reconhecia quando via na rua, e sempre nos cumprimentava. Em 2012, comecei a estudar guitarra e música com o Jimmy (que estudou na Berklee School of Music), e eu ia nas aulas na casa dele. Um dia destes estava indo para uma aula, com violão nas costas, e esbarrei com o Guilherme, quem estava com guitarra nas costas também. Por coincidência, o Jimmy, João e Guilherme moravam no mesmo beco na época. Perguntei sobre a guitarra, e falei para ele do projeto entre eu, Jimmy e João. Ele se interessou e disse que o maior interesse dele era a bateria e percussão. É muito valioso tê-lo dentro de nossa banda, pois é um intercâmbio cultural muito forte para todo mundo. Ele nos ajuda as vezes para entender a cultura e a língua, e fazemos a mesma coisa com ele. Além de tudo, ele tal vez seja o mais roqueiro de nós cinco. Hoje em dia, nós brincamos que ele é nosso gringo.

É tão ou mais difícil para uma banda independente fazer música fora como é no Brasil?

Para fazer música, basta ter instrumento e inspiração. Tiramos muita inspiração aqui no Brasil. Nossa jornada, nesta caminhada musical e também de vida, está sendo uma viagem inesquecível para todos nós cinco a banda. Nos traz muitas oportunidades para refletir sobre nossas experiências, nossas vidas, de formas criativas e artísticas. Poder compartilhar isso com nosso público é um prazer enorme. E com as evoluções e avanços em tecnologia de gravação e mixagem, é possível produzir música na sua própria casa, então não sei se “fazer música” é a melhor colocação para a pergunta.

Agora… fazer sucesso com sua música é outra história. Acho que a luta do artista para viver da própria arte é algo meio universal. O cenário de rock no Brasil, realmente sai um pouco na desvantagem, frente os outros estilos musicais em evidência na mídia. Mas existem oportunidades para quem corre atrás no Brasil, e com o advento da Internet, qualquer banda tem a capacidade de alcançar públicos espalhados pelo Brasil e pelo mundo. Desde o lançamento do álbum na semana passada, temos recebido mensagens de fãs novos pelo Brasil inteiro, da Rússia, Alemanha, Inglaterra, então por este lado, fica mais fácil achar a vanguarda pelo Brasil e mundialmente. Todos nós artistas temos que aprender a nos virar nesse admirável mundo novo.

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