Exclusivo: Tertuliê lança EP homônimo

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Com um pouco mais de um ano de carreira, a banda Tertuliê vem galgando espaço na agitada cena musical de Natal, Rio Grande do Norte. Apostando em experimentações, graves e alegorias, o grupo da mais um passo nessa caminhada ao lançar hoje, com exclusividade no Som do Som, seu primeiro EP (Nightbird Records).

Gravado e coproduzido pelo músico carioca Hugo Noguchi (Ventre, Posada e o Clã, SLVDR), o compacto homônimo traz quatro músicas autorais que abordam, cada uma à sua maneira, vivências, pensamentos íntimos e observações sociais sobre bases densas e camadas sonoras.

“O EP da Tertuliê é o ponto de partida para entendermos nossa musicalidade, para sabermos configurar causas políticas, sentimentos, vivências em forma de “zuada”. O primeiro EP é marcado pela figura feminina forte, tanto pelas letras, capa e pelo processo musical ter tido o envolvimento desse empoderamento”, conta o vocalista Samuel Matusalém.

Formada Lorena Paula (voz e guitarra), Nadjara Sotta (voz e baixo), Lucas Castro (bateria), além do Matusalém, a banda traz influência de nomes como Sonic Youth, Of Monsters and Man, Arctic Monkeys e Los Hermanos.

Você pode ouvir o disco em streaming abaixo e ao vivo na próxima segunda-feira (02/10), em Natal, no evento NBRD GIG.

A pedido do Som do Som Samuel Matusalém falou sobre cada uma das quatro faixas do EP:

“Irene”: “Irene” é um grito de reforma agrária. “Irene” é tudo aquilo que é belo, e nessa perspectiva, chamamos a comunidade de “Irene”, onde existe a humildade e a simplicidade em seu cotidiano, tido como “rua sem nome”, de fato, para alguns não há sentido e aquilo que acham que não é de ninguém recebe placas de anúncios para construção de prédios. E assim jogam fora aquilo que um dia foi “Irene”, transformando-a em apatia e arrogância.

“Janela”: “Janela” é um conflito com a rotina, onde o encanto por uma janela é alucinante e todo contexto aponta para o sentimento de querer fugir da rotina.

“Eiva”: “Nossa música mais fofinha (risos). A música é marcada por companheiros que conseguiram viver de forma ajustada com todos defeitos”.

“Iracema”: “Música de clamor pelo empoderamento negro feminino, entendendo que a natureza espera por essa “Iracema” que sofre golpes diariamente”.

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