Os Jonsóns comentam o EP ‘Riffmania’

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A banda da Bahia os Jonsóns – formada por Ulisses, Leonardo, Marco e Marcelo – apresenta o seu terceiro trabalho de inéditas. Produzido pelo Irmão Carlos, o EP Riffmania traz três bem-humoradas e divertidas faixas, com riffs de guitarra, trompete forte e uma cozinha bem afinada. As letras falam de uma desfeita amorosa (?) e fazem críticas a sociedade moderna, tem até referência ao Chaves de forma subliminar.

O compacto foi fruto de um projeto chamado Incubadora Sonora, que é apoiado pela Secretaria de Cultura da Bahia e capacita artistas da cena independente da periferia de Salvador. O processo de produção do EP levou apenas três semanas: uma para compor, outra para ensaiar e a terceira para gravar.

A banda comentou para o Som do Som cada uma das faixas e revelou o conceito por trás delas. Confira!

1. “Desfeita”

“Achamos que é uma música que chama atenção pelo fato de ser uma TENTATIVA (e, portanto, pode ser frustrada, ainda não sabemos) de nos colocarmos no lugar da ”mulher instigada”. O Eu-lírico feminino representa alguém que tá puto da vida com uma desfeita (de natureza indefinida) e, portanto, tá a fim de cair fora. A poética da música permite que a personagem queira ir tão longe quanto foi a desfeita. A gente ficou feliz com enfiar “Acapulco” na letra, porque somos muito fãs do chaves e é um destino longe pra caramba. “Desfeita” tem sido a musica mais bem aceita do novo EP até então”.


2. “Ele é Mais Bonito que Você”

“É uma espécie de cutucada nos puristas, naquela turma que gosta de falar difícil e discutir Foucault na frente de leigos, pra chamar atenção. A gente acha que essa turma, se não perde, deveria perder espaço na hora de se entrosar numa festa. Vale tudo pra sacanear essa gente e tirar um sarro gostoso. A gente fez um arranjo que tem um mix de rock tradicional, com escala em blues e uma contrapartida no trompete que lembra um grupo de Mariachi. De novo, a gente ficou feliz com o resultado e sentimos que honramos bem o México nessas duas músicas, tanto por Acapulco, quanto por esse trompetinho escroto no refrão de “ele é mais bonito””.


3. “Showman”

“É uma música que a gente fez pensando em tirar sarro, também. Dessa vez do pessoal vazio e seguidor de moda, mas que se acha diferente. Todo mundo conhece uns cem desses. A letra é autoexplicativa. Essa música é um cascudo em quem faz tatuagem industrializada e fica tirando esses auto-retratos constrangedores, sem perder a pose. A gente acha que essa gente é um fruto de “pouco bagaço e muito caroço”. Espreme, espreme e demora uma vida pra sair um suco”.

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