Entrevista: Giovani Cidreira

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Dono de uma voz singular, Giovani Cidreira já chamava atenção desde o  tempo que esteve a frente da Velotroz. O casamento com a banda perdurou até meados de 2014, quando resolveram dar um tempo, e o soteropolitano seguiu o caminho solo. Nesse mesmo ano lançou o seu primeiro EP com sete faixas, onde mostrou um lado mais Pop. A nova incursão deu tão certo que lhe rendeu o prêmio de melhor música com letra pelo XII Festival de Música da Educadora FM, com “Ancohuma.

Passados dois anos, mais maduro, o músico apresenta a primeira amostra do seu novo trabalho, previsto pra ser lançado no primeiro semestre de 2017, pela Natura Musical. O single “Vai Chover”, feita em parceria com  Paulo Diniz, mergulha em uma atmosfera nostálgica, misturando MPB com Pop Rock. Uma deliciosa balada que de maneira suave e delicada vai penetrando no ouvido, acalmando a mente e o coração.

A nova canção, a última composta para o disco e também a sua preferida, está disponível para download gratuito. Mas antes você pode escutar aqui, enquanto lê a conversa que tivemos com ele sobre esse novo lançamento e o disco, o primeiro da carreira solo.

No próximo sábado, 29, o cantor e compositor se apresenta ao lado da banda Jiraya, na Breve, em São Paulo. No repertório estarão as músicas do EP, além de “Vai Chover” e algumas novidades, Mais informações na página do evento.

Escolha do single:

Entre as músicas que eu escrevo, a minha música preferida é a última que escrevi. “Vai chover” mostra uma procura por outros caminhos no que diz respeito aos arranjos,a sonoridade em geral. Geralmente o violão é o fio condutor nas minhas canções, mas nós últimos tempos eu passei a tocar teclado, guardei um pouco os meus discos preferidos dos anos 70 e procurei ouvir artistas contemporâneos a mim. Ela está mais próxima do caminho que vou seguindo.

Nova Sonoridade x Ano 90 x Disco:

O disco é uma compilação de musicas que escrevi entre 2012 e 2016, muita coisa rolou, ouvi muita coisa enquanto escrevia. Há musicas com uma atmosfera parecida com a de  “Vai chover”, que como você disse tem esse lado anos 90, mas não só anos 90, tem Roberto Carlos aí no meio, e tem Mild High Club e tem Clube da Esquina e José Augusto também. E tem musicas que te levam pra um lugar completamente diferente, não vou dizer se é na praia tomando caipirinha, se é  no metro ao som de Racionais Mcs, ou se é num karaokê na Liberdade cantando “Muito Estranho”, do cantor Dalto, porque aí estraga a surpresa.

Inspiração:

De uns tempos pra cá eu passei a ouvir  BadBadNotGood, Connan Mockasin, Mac Demarco, Ilhas de calor, do Negro Leo, o primeiro disco do Sabotgem (O rap é compromisso), o último disco da Abbra, a trilha sonora de Lost Highway, do David Lynch, que tocava sem parar, e principalmente Prince, o disco 1999. Durante a gravação lembro de assistir alguns filmes dos anos 80, Repoman, Clube dos Cinco… Isso influenciou mais no acabamento do disco, o que eu chamo de acabamento são as escolhas dos timbres e a parte visual. Os arranjos são guiados pela própria canção, os esqueletos das músicas estavam praticamente prontos e neles as referências permaneceram as mesmas: Fernando Brant, Ronaldo Bastos, Erasmo Carlos, Renato Russo, Sueli Costa… e principalmente as pessoas, as pessoas que andam comigo e que dizem aquelas frases maravilhosas que eu vou roubando. As vezes elas nem precisam dizer nada.

Participações Especiais:

Toas as participações foram especiais, Andre Borges, da lendária banda Crac! mandou um Sax cruel, meio Angelo Bandalamenti, meio Kenny G. Josyara Lélis cantou uma música que eu escrevi pra ela, num dos momentos mais bonitos da gravação. Na banda eu ainda tinha Junix, o mestre Power Ranger das guitarras, que mandou ver nos baixos também…

Novidades do Disco:

O assunto abordado nas músicas tem uma certa profundidade, mas tudo de um jeito bem mais descontraído. Metade das músicas escrevi com Paulo Diniz, isso deu mais sentido ao texto, Paulo é bem cuidadoso. Ah, ainda não sei o nome do disco, tenho até amanhã pra decidir, estou em busca de algo que pareça não ter relação nenhuma com as músicas. Alguns erros são de propósito.

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