50 melhores discos nacionais de 2017

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Aquela absurda história de que não tem nada de novo na música brasileira vem a cada ano caindo por terra. Dois Mil e Dezessete é uma prova disto, mesmo com toda as dificuldades de um ano tão turbulento, uma safra de álbuns de extrema qualidade foi lançado. Registros dos mais variados gêneros e lugares do país.

Foram tantos, mas aqui está a lista dos 50 discos, dentre os muitos que escutamos, que mais nos chamaram atenção em 2017, sem classificação, apenas em ordem alfabética. Vários álbuns estão com download gratuito na nossa outra lista de “Discos nacionais para baixar 2017“.

No final da publicação tem uma playlist com todos os discos, exceto de Mateus Aleluia, que não está no Spotify. Divirta-se!

 

Aline Lessa – Hoje Falo Por Mim

A cantora e compositora Aline Lessa em seu novo disco mostra que de fato encontrou o seu caminho na MPB. Com produção de Domenico Lancellotti, o álbum conta com 10 faixais autorais, com exceção de “Indiferença”, de Zezé di Camargo”, que dialogam com os sentimentos gerados durante e após a separação de um relacionamento intenso e o impacto que tiveram em sua vida. Dizem que a dor de amor é um propulsor para belas canções, Hoje Falo Por Mim é um exemplo disso.

 

 


Apanhador Só – Meio que tudo é um

No campo pessoal, que chegou a afetar a banda, 2017 não foi nada feliz para os gaúchos. Já na produção musical o Apanhador merece destaque. Produzido pela banda, em parceria com o guitarrista e engenheiro de som Diego Poloni, o álbum embarca na onda experimental em suas 15 canções. Fruto de uma campanha de financiamento coletivo, Meio que tudo é um conta com participações de expoentes da nova geração sul-americana, como as vocalistas Julia Ortiz e Lola Aguirre, do Perotá Chingó, Luiz Gabriel Lopes [Graveola] e os cantores e compositores Ian e Thiago Ramil.

 

 


 

Arthur Nogueira – Rei Ninguém

Quarto álbum do cantor e compositor Arthur Nogueira, Rei de Ninguém (Joia Moderna) é um acalento a alma. Resultado da combinação da voz suave e delicada do paraense com belos e elegantes arranjos e letras poéticas guiadas pelo amor. Presente não só na temática, mas em cada detalhe. Não por acaso a produção é assinada por ele. O disco conta ainda com as participações de Zé Manoel e Fafá de Belém. Destaque para “Moonlight”, “De repente” e “Para Nós”.

 

 

 



Boogarins – Lá Vem a Morte

Os goianos da Boogarins em seu novo disco resolveram falar da única certeza que nós temos na vida, mas um assunto que grande parte das pessoas não gosta de comentar: a morte. Isso tudo pelo viés do cinismo e a hipocrisia das relações humanas no caótico mundo atual. A sonoridade traz um toque sombrio ao psicodélico, que é a marca da banda.

 

 

 

 

 


Bratislava – Fogo

Em seu terceiro álbum, Bratislava explora novas camadas sonoras e adota um tom mais agressivo provocado pelo peso das guitarras e refletido nos vocais.  O disco mostra oito faixas compostas pelo vocalista Vitor Meira que falam de sonhos, relacionamentos, política, entre outros assuntos. Destaque para “Trancado”, “Enterro” (com a participação de Gustavo Bertoni, da Scalene) e a balada com toque de Rap “Dança de Doido” (com o cantor Aloizio).

 

 

 


Cafe Republica – Caravana

Em um novo momento, o grupo –  formado por Octavio Peral, Anderson Ferreira “Cabs”, Barbanjo Reis, Juca Sodré e Ygor “Big” –  mostra a sua versatilidade ao trazer nove canções em português, ao invés do Inglês, que marcou inicio da carreira do quinteto e deu vida aos EPs Sweet Dive in Turtle’s Land (2014) e Luddere Occultant(2016). Produzido pela própria banda e por Eugenio Dale, o disco bebe da psicodelia brasileira setentista e aposta numa atmosfera existencial e reflexiva.

 

 

 


Castello Branco – Sintoma

Em Sintoma, Castello Branco mostra que apesar do longo intervalo entre este e o seu antecessor, o elogiado Serviço (2015), manteve a mesma vivacidade nas suas composições. Ao todo são 11 faixas, a maioria de sua autoria, exceto duas parcerias (com Tomás Tróia, também coprodutor, e com Lou Caldeira). Canções que convidam a refletir sobre questões da evolução humana acompanhadas de um elegante arranjo. As participações de Filipe Catto, Mãeana e Verônica Bonfim dão uma cor a mais neste belo álbum.

 

 


Cesar Lacerda – tudo tudo tudo tudo

Um disco Pop, por mais que possa não parecer ser, tudo tudo tudo tudo é imundado pela delicadeza e ternura tanto nas melodias, como nas letras e na emissão de cada verso pela voz adocicada de Cesar Lacerda. O amor mais uma vez está presente em seu trabalho, aqui usado até como forma de suavizar assuntos como a política. Além de belas composições, o álbum traz uma regravação de “Me Adora”, grande sucesso de Pitty. Canção que se encaixou perfeitamente com o todo. Destaque também para a participação da Maria Gadú na faixa “Quando Alguém”.

 

 


Chico Buarque – Caravana

O tão esperado retorno de Chico Buarque aos estúdios, depois de um intervalo de seis anos, se deu em 2017. Como não era pra ser diferente, o cantor e compositor entregou um disco, lançado pela Biscoito Fino, cheio de lirismo e poesia.

 

 

 

 

 


Corona Kings – Death Rides A Crazy 

O álbum, marcado por um rock’n’roll puro, cru e guitarras nervosas, traz 12 faixas que falam sobre coisas e situações da vida, positivas e outras nada agradáveis, como relacionamento abusivo. Produzido por Alexandre “Capilé” Zampieri e Gabriel Zander, o disco conta com as participações especias de músicos das bandas Water Rats, Deb and The Mentals, Delvilish, Miami Tiger, Dead Fish e Stolen Byrds.

 

 

 

 


Criolo – Espiral de Ilusão 

Depois de relançar o seu primeiro disco no ano passado, o rapper Criolo mergulha no samba em seu novo trabalho. Pode ser surpresa para alguns, mas quem acompanha o músico a incursão pelo gênero não é nenhuma novidade. Em Convoque Seu Buda (2014) ele já mostrou a sua afinidade com o ritmo ao gravar “Fermento Pra Massa”. O que era flerte, em Espiral de Ilusão se transformou em um casamento, que tem tudo para render. Com dez canções o álbum faz uma ode ao samba, com melodias leves que remetem a sambas antigos, porém com os textos de Criolo.

 

 


Curumin – Boca

Corre a boca pequena que o novo trabalho do Curumin é um dos melhores lançamentos de 2017, e é verdade! Com um desenho sonoro pulsante que transforma cada canção em algo único, o cantor revela a sua criatividade quanto multi-instrumentista e compositor. Boca (Natura Musical) traz as participações de Anelis Assumpção, Russo Passapusso (BaianaSystem), Rico Dalasam e a rapper espanhola Indee Styla.

 

 

 


Don L – Roteiro Pra Aïnouz vol.3

O primeiro álbum do rapper Don L conta a história da vinda do artista de Fortaleza para São Paulo, onde mora há quatro anos, como se tivesse saído de um filme do seu conterrâneo, o cineasta Karim Aïnouz. Com letras inteligentes, provocativas, reais e criticas, o músico revela uma São Paulo depressiva e escancara as suas fraquezas, desilusões  e todas as situações enfrentadas sem passar a mão na cabeça de ninguém. Produzido por ele, juntamente com Deryck Cabrera, o álbum, que traz arranjos bem construídos e estruturados, conta com a participação de um time de respeito como Fernando Catatau (Cidadão Instigado), Thiago França (Metá Metá), Maurício Fleury (Bixiga 70), Leo Justi, além de Lay, Nego Gallo, Terra Preta e Diomedes Chinaski.

 



Far From Alaska – Unlikely

O álbum passeia por diferentes sonoridades, mas sem deixar de lado o tradicional rock incendiário da banda potiguar. O atual momento da banda, não se resume a mudanças em seu som, que tem tudo para ampliar cada vez mais o seu público, mas também na estética – abandonando o tom sério e fechado do ótimo trabalho anterior, ganhando cores – e na temática das faixas autorais, que brincam com nomes de bichos. Gravado em Ashland, Oregon, nos EUA, o disco contou com o comando da experiente produtora Sylvia MassySylvia.

 

 

 


Filipe Catto – Catto

Melhor álbum de estúdio de Filipe Catto, Catto revela que o cantor é mais do que uma bela voz, que está ali empregada impecavelmente. Diferente dos seus outros dois trabalhos, prima pelas escolhas estéticas das canções refletidas nas variações sonoras, como o flerte com o Rock e elementos da música eletrônica. A produção é assinada por Felipe Pueri, da banda gaúcha Wannabe Jalva.

 

 

 


Flavio Tris – Sol Velho Lua Nova

Sol Velho Lua Nova, distribuído pelo selo Circus, é o segundo trabalho da carreira do cantor e compositor paulista, Flávio Tris. O disco, que conta com as colaborações de Luiz Gabriel Lopes e Cesar Lacerda, traz nove faixas autorais e representa a guinada do autor a um universo sonoro mais uniforme, de aspecto minimalista e contemplativo, ao contrário da atmosfera multifacetada de seu disco homônimo de estreia (2013).

 

 

 

 


Garotas Suecas – Futuro do Pretérito

A nova fase do Garotas Suecas, que agora atua como um quarteto, onde todos dividem os vocais, parece só ter feito bem a banda. Futuro do Pretérito tá ai para comprovar isto, um discão tanto em termos sonoros como nas letras que falam questões políticas e sociais (O que é a faixa “Não Tem Conversa? Um tapa na cara!), além de dilemas sentimentais.

 

 

 

 


Giovani Cidreira – Japanese Food

Dono de uma voz singular, Giovani Cidreira já chamava atenção desde o  tempo que esteve a frente da Velotroz. Três anos depois do fim da banda, o cantor soteropolitano faz a sua estreia solo com Japanese Food (Balaclava Records/Natura Musical). Com uma atmosfera nostálgica, o disco é marcado pela influência da MPB produzida nos anos 70 e do rock dos anos 80.

 

 

 

 

 


Gragoatá – Gragoatá

Uma das belas surpresas do ano, o álbum, homônimo, lançado pela gravadora Coqueiro Verde, mergulha numa sonoridade bem brasileira, ao misturar baião, MPB, tropicalismo e indie. Combinada a poesia com a voz suave de Rebeca Sauwen e a harmonia instrumental de Fanner Horta e Renato Côrtes, o disco é daqueles de ouvir do inicio ao fim.

 

 

 

 


Guilherme Arantes – Flores e Cores

Com uma estética vintage, o álbum traz 12 canções, sendo algumas com uma pegada inspirada no pop dos anos 70 e 80, também algumas baladas que começaram a ser compostas por Guilherme quando o mesmo ainda era adolescente e só agora foram concluídas, além do destaque “Semente da Maré. ‘Flores e Cores’ é o 27° álbum de sua carreira, sendo o 21° de inéditas e foi lançado pelo seu selo particular Coaxo do Sapo.

 

 

 


Irmão Carlos – Irmãos Carlos

Conhecido pela atuação no cenário musical baiano como produtor, compositor e cantor, Irmãos Carlos estreia em carreira solo. O disco homônimo passeia por diferentes gêneros, começando pela black music, marcada pelos metais,  grooves e uma atmosfera nostálgica, na primeira metade, até cair no blues e fechar com a música eletrônica. Se a melodia traz influencias dos anos 70 e 80, as letras falam de sua própria vivência: do cotidiano ao existencialismo. Grandes nomes da música baiana estão em seu primeiro álbum, como IFÁ Afrobeat,Eric Assmar, Alexandre Tosto (Scambo), Enio e Juninho Costa (Junix).

 

 


Kalouv – Elã

O terceiro disco do quinteto pernambucano de rock instrumental, Kalouv, marca mudança na sonoridade da banda. Um post-rock combinado com sintetizadores e riffs curtos de guitarra. Com​ ​produção​ ​de​ ​Bruno​ ​Giorgi, foi através de um financiamento coletivo que se tornou possível, arrecadando mais de 100% da meta. O disco, lançado pelo selo sinewave, conta com as participações de Sofia Freire, Yukio (Hugo Noguchi), RØKR (Roberto Kramer).

 

 

 


Kiko Dinucci – Cortes Curtos

Integrante dos grupos Metá Metá e Passo Torto, Kiko Dinucci lança o seu primeiro trabalho solo. O disco mistura o samba paulistano com o lado caótico do pós-punk dos anos 80. São 15 canções curtas e diretas, que contam pequenas crônicas sobre o cotidiano da cidade de São Paulo. Cortes Curtos traz participações de Juçara Marçal, Tulipa Ruiz, Ná Ozzetti, Suzana Salles, Guilherme Held, Thiago França, Rodrigo Campos, Guilherme Valério e Rafa Barreto.

 

 

 

 


Letrux – Letrux Em Noite de Climão

O primeiro álbum depois do fim da Letuce, Letrux Em Noite de Climão é um tiro certeiro de Letícia Novaes aka Letrux. O disco passeia pelo Rock, música eletrônica e batidas dançantes em canções fortes e um tanto raivosas, que falam da sexualidade feminina e o pós-relacionamento. Alfinetadas sem endereço fixo, mas que provocam identificação instantânea em quem já passou pelas histórias narradas pela cantora.

 

 

 


Linn da Quebrada – Pajubá

Linn da Quebrada “bombou pra caralho” em 2017 e quis deixar isso registrado no álbum visual, logo em sua estreia. Direto e reto ao tocar em questões ligadas ao feminino e a comunidade LGBT, da qual a cantora, compositora e artista multimídia faz parte,  Pajubá é definido por ela como um disco de “afro-funk-vogue”. Fruto de uma bem-sucedida campanha de financiamento coletivo, o álbum tem a produção de BadSista e traz as participações de Liniker, Mulher Pepita e Gloria Groove.

 

 

 


Lucas Santtana – Modo Avião

“Um áudio filme” é assim que o cantor e compositor Lucas Santtana define o seu sétimo disco, Modo Avião. E de fato é mesmo, a experimentação sonora proposta pelo baiano te faz entrar em suas canções e embarcar na viagem sobre a arte do desencontro, a solidão e angústias. Ouça o formato em história completa para entender o contexto.

 

 

 

 


Luisa e os alquimistas – Venkanadra

Após ganhar destaque com Cobra Coral, a banda Luisa e os Alquimistas apresenta Vekanandra. Sem negar as suas raízes, o grupo aposta no brega latente na música de Natal (RN) misturado ao rap, ragga e o pop resultando em um som bem contemporâneo, dando a sensação de ser vários discos dentro de um.  Fruto de um crowdfunding, o álbum foi lançado em parceria com os selos PWR Records e Rizomarte.

 

 

 


Luiz Gabriel Lopes – Mana

Dois anos depois de lançar O Fazedor de Rios, o carioca Luiz Gabriel Lopes, que também integra as bandas Graveola e TiãoDuá, apresenta o seu terceiro trabalho solo. Fruto de uma bem-sucedida campanha de financiamento coletivo, Mana é poético, contemporâneo, pop, brasileiro… é um disco que te prende a cada canção que se revela e quando você percebe já ouviu por completo com um sorriso nos rosto. O álbum conta com as participações especiais de Mauricio Pereira e Ceumar.

 

 

 


Luisa Lian – Oya Tempo

Conceitual, Oyá Tempo (Risco) foi concebido a partir das composições/cânticos umbandísticos da cantora. Produzido pelo baterista Charles Tixier (Charlie e os Marretas/Holger), o novo disco é um experimento áudio visual por diversos caminhos estéticos e sonoros, passando pelo hip hop, MPB e o funk carioca.

 

 

 

 

 


Luiza Brina – Tão Tá

Depois de dois anos e meio, entre gravação e produção, eis que nasceu o novo disco solo da cantora e multi-instrumentista Luiza BrinaTão Tá. Acompanhada pela banda Liquidificador, a mineira apresenta as suas belas canções, marcadas por uma suave MPB, com toques latinos. Assim como em A toada vem é pelo vento, lançado em 2012, o novo trabalho tem a direção musical assinada por Chico Neves.

 

 

 

 


Lulu Santos – Baby! Baby! 

Grande compositor, Lulu Santos resolveu deixar as canções inédias de lado em seu 22º disco de estúdio para fazer uma homenagem a Rita Lee. Baby! Baby! (Universal Music) traz os grandes sucessos da cantora com uma nova roupagem, sai a levada Rock, característica das canções de Rita, para dar espaço para o Pop. Coube ao Silva a produção do álbum.

 

 

 

 


Lutre – Apego

Com pouco tempo de carreira, Lutre mostra com o seu disco de estreia, Apego, o porquê Goiás é apontado com um estado de uma criatividade musical intensa. O álbum, produzido pela banda carioca Ventre, é marcado por suas composições que prezam por uma delicadeza sincera e uma crueza sonora repleta de elementos não lineares, experimentais.

 

 

 

 


Maglore – Todas As Bandeiras 

O novo disco da Maglore está presente em quase todas as listas do ano por uma razão óbvia: é muito bom! Mesmo passando por mudanças em sua formação, voltando a ser um quarteto, a banda conseguiu canalizar as energias centrando-se em produzir um som Pop e limpo, mas sem deixar as guitarras de lado. Solar, dançante, com letras coesas e sinceras, o álbum, lançado pela Deck, toca em assuntos como verdades e a busca pessoal, propondo, de uma forma esperançosa, uma reflexão ao mesmo tempo em que diverte.

 

 

 


Mallu Magalhães – Vem

Tirando as polêmicas provocadas pela cantora neste ano, há de se destacar o belo trabalho produzido em Vem. Nele Mallu mostra a sua evolução como compositora ao apresentar canções populares e poéticas. Solar, o disco se conecta a várias sonoridades como o Samba, MPB, Pop e o Folk.

 

 

 

 


Mateus Aleluia – Fogueira Doce

Aos 73 anos, o baiano Mateus Aleluia lançou em 2017 o seu segundo disco solo. Produzido por Alê Siqueira, o álbum conta com 12 faixas autorais que resgatam as tradições negras, entre elas algumas parcerias com Carlinhos Brown e Dadinho (integrante d’Os Tincoãs, grupo do qual Aleluia fez parte). Bela harmonia vocal entre ele e sua filha Fabiana.

 

 

 


Molho Negro – Não é Nada Disso que Você Pensou

O trio João Lemos (guitarra e voz), Raony (baixo) e Augusto (bateria) com Não é Nada Disso que Você Pensou afirma o seu lugar no Rock nacional e mostra para aqueles que ainda não conhecem, que sim no Pará também se faz Rock. Letras bem-humoradas e criticas com um som  influenciado por Danko Jones, Black Rebel Motorcycle Club e The Vines.

 

 

 

 


Muntchako – Muntchako

Com uma sonoridade contemporânea, marcada pela fusão de ritmos universais, dançantes e de diferentes batidas, o trio brasiliense Muntchako apresenta o seu primeiro álbum homônimo. O trabalho é composto por sete faixas instrumentais. Curumin, além de lançar um dos melhores discos do ano é quem assina a produção musical dessa porrada cheia de malemolência.

 

 

 

 


My Magic Glowing Lens- Cosmos

O projeto que começou dentro do quarto da musicista, compositora e cantora capixaba Gabriela Deptulski ganhou corpo e em 2017 teve o seu primeiro disco lançado, Cosmos. Enérgico, como a sua idealizadora, o álbum caminha pelo psicodélico e experimental, a partir de sons analógicos e eletrônicos. Destaque para “Raio de Sol” e Sideral”.

 

 

 

 

 


Otto – Ottomatopeia 

Após cinco anos de seu último lançamento autoral, The Moon 1111, o cantor e compositor Otto voltou com OttomatopeiaExperimentando uma nova estéticao pernambucano mostra o seu lado romântico, misturando brega com rock. Um exemplo disto é a versão de “Meu Dengo”, de Roberta Miranda que participa da faixa ao lado de Céu. O álbum, produzido por Pupillo (Nação Zumbi), traz ainda Zé Renato, Manoel Cordeiro, Felipe Cordeiro e Andreas Kisser.

 

 

 


Pato Fu – Música de Brinquedo 2

Um dos projetos mais originais da música brasileira, idealizado pelos inventivos e criativos mineiros, o Música de Brinquedo ganhou um novo volume em 2017. Assim como no primeiro, lançado há sete anos, o disco apresenta às crianças os clássicos da música nacional e internacional utilizando instrumentos em miniatura e brinquedos, como uma galinha de borracha que substitui a batida da zabumba típica do xote, na versão de “Palco”, de Gilberto Gil.

 

 

 

 


Paulo Miklos – A Gente Mora no Agora

O novo trabalho solo de Paulo Milklos, o primeiro depois da sua saída dos Titãs,  mostra um outro lado do músico, que deixa por ora as guitarras pesadas para abrir os horizontes e apostar num disco ensolarado, incorporando novas sonoridades como a batida afro. Uma faceta que estranhamente casou bem com a voz cantor. Com produção de Pupillo (Nação Zumbi), o disco traz composições em parceria com Emidica, Russo Passapusso, Erasmo Carlos e Guilherme Arantes.

 

 

 


Pratagy – Bufálo

Búfalo é o segundo disco solo do músico paraense Leonardo Pratagy. Gravado em estúdios caseiros, o álbum conta com sete faixas embaladas por um pop romântico melódico e agradável de ouvir. Entre as suas referências, o cantor não deixou de lado a sonoridade do Pará ao trazer na faixa-título um suave tecnobrega.

 

 

 

 


Rincon Sapiência – Galanga Livre

Velho conhecido da cena hip hop paulistana, Rincon Sapiência só foi lançar o seu primeiro disco neste ano, um baita disco. Galanga Livre vai da capoeira até o blues, passando pelo coco e pela Tropicália, até o afrobeat com letras criticas e politizadas. O próprio artista assina a produção do álbum, o que lhe torna ainda mais digno de aplausos.

 

 

 

 


Rodrigo Campos – Sambas do Absurdo

O projeto de Rodrigo Campos com Juçara Marçal (Metá Metá) e Gui Amabis não poderia gerar algo que não fosse muito bom. Através dos oito “absurdos”, como são intituladas as faixas, o disco tem o samba como condutor da inquietude e provocativa relação com o absurdo.

 

 

 

 


Scalene – magnetite

Sucessor do Éter, lançado em 2015, magnetite (Slap) traz um Scalene mais encorpado. O álbum conta com 12 canções inéditas com levadas agressivas e letras provocativas, com destaque para ‘Distopia’, ‘Cartão Postal’, ‘Ponta do Anzol’ e ‘Trilha’.

 

 

 

 


Soledad – Soledad

O álbum, primeiro da cantora e atriz Soledad, trata-se de um disco de sentimentos, tanto nas letras como nas melodias, que se encaixam com a voz forte da cearense. Lançado pelo selo EAEO, o disco homônimo conta com oito canções compostas por músicos como Daniel Groove, Gui Amabis, Uirá dos Reis e Vitor Colares. Na faixa “Jardim Suspenso” a cantora teve a companhia do seu conterrâneo  Fernando Catatau, vocalista da banda Cidadão Instigado.

 

 

 


Tim Bernardes – Recomeçar

Em seu primeiro trabalho solo, depois de três discos com a banda O Terno, Tim Bernardes se despe da timidez aparente e abre a sua caixa revelando os seus mais íntimos sentimentos. O resultado é um álbum poético, delicado, suave e sincero, sobre o amor e decepções, que as vezes pode soar como melancólico. Tudo isso embalado por belos arranjos orquestrais.

 

 

 


Vanguart – Beijo Estranho

Mais Pop e ensolarado, o quarto álbum do Vanguart traz um frescor ao som da banda, apesar de versar sobre ausências e medos. Produzido por Rafael Ramos e lançado pela Deck, o disco marca a estreia da banda como quarteto.

 

 

 

 

 


Xênia França – Xênia

“Música preta, sou teu instrumento, vim pra te servir”. O verso da canção “Preta Yayá” resume bem o primeiro disco solo de Xênia França, que também faz parte da banda Aláfia. Resgatando as suas raízes, o álbum é uma ode a cultura negra. Xênia da ao negro o lugar de fala ao tocar em assuntos como racismo e a diáspora africana.A sua ancestralidade está presente também na rica sonoridade desta produção assinada por Pipo Pegoraro, Lourenço Rebetez e pela própria cantora.

 

 

 


Zélia Duncan e Jaques Morelenbaum – Invento

Apesar do nome, o disco trata-se na verdade de uma homenagem ao Milton Nascimento, com releituras de suas composições e músicas de outros autores, mas gravadas por ele. Ao todo são 14 faixas, incluindo sucessos como “Ponta de Areia”, “San Vicente”, “Cais”, “Travessia”, “O Que Será”, que combinam a voz grave de Zélia com o violoncelo de Jaques. Uma beleza só!

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