Os 25 melhores clipes de 2017 (até agora!)

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Quem acompanha o Som do Som  já está acostumado com as nossa lista dos melhores clipes do ano. No entanto, devido ao grande volume de clipes lançados no primeiro semestre de 2017 resolvemos fazer uma lista com os 25 destaques nesses seis meses que se passaram. Registros audiovisuais de grande qualidade, criativos, polêmicos, divertidos e cheios de significados.

Esta lista, em especial, está em ordem aleatória e contemplou clipes lançados até o dia 30 de junho. Achou que tá faltando algum? Dê a sua opinião e sugestão! Afinal, tem muita coisa para rolar até o fim do ano e tudo pode ser mudado.

Whipallas – “Boogie Boogie”

O amor não tem idade, nem local e hora para ser despertado. É o que mostra o novo clipe da banda Whipallas, “Boogie Boogie”, faixa que estará no próximo EP dos cariocas.  Protagonizado por Tonico Pereira e Regina Sampaio, o vídeo conta a história, com muito bom humor, da paixão a primeira vista de um casal de idosos em plena farmácia. A direção é de Philippe Noguchi.


Lucas Santtana – “Modo Avião”

Em “Modo Avião”, faixa-título do novo trabalho de Lucas Santtana, o cantor faz um convite às pessoas a se desligarem do virtual e aproveitar cada instante do mundo real como se fosse o último. No caso do clipe representado na relação de um casal, interpretado pelo próprio músico e a atriz Thamiris Dias. Sensível e com uma bela fotografia, o vídeo tem a direção de Ale Dorgane e a produção da Verdura Produções.


Silva – “Beija Eu”

A temperatura subiu no novo clipe de Silva. Sexy, quente e belo, o vídeo da versão do clássico de Marisa Monte, “Beija Eu”, mostra como o beijo pode expressar as mais diversas formas de amor. Com direção de Jorge Bispo, o clipe traz participações das atrizes Maria Ribeiro e Amanda de Godoi, dos atores Helio de La Peña e Francisco Vitti, da diretora Dani Gleiser e do cantor Matheus VK, além de Arto Lindsay, um dos autores da canção.  Difícil é não ficar com vontade de beijar também!


Karol Conka – Lalá

Por que sexo oral feminino é um mito entre os homens? Karol Conka vem desmitificar esse tabu no clipe de “Lalá“, quinto single do seu próximo álbum. Através da subjetividade feminina, o vídeo mostra homens realizando movimentos em frutas e flores, numa referência lúdica a como as mulheres gostam de receber o sexo oral. Para o elenco, as diretoras Vera Egito e Camila Cornelsen escolheram os rapazes do projeto My Toy Boys, da fotógrafa Lud Lower.


Bel – “Fica Fácil Assim”

Rodado na travessia do Rio Amazonas, entre Belém e Santarém, e na cidade de Castanhal, no Pará, o vídeo – dotado de sensibilidade e uma bela fotografia – destaca sutilezas, olhares, espera e percurso das pessoas, enquanto as trajetórias de Bel e a performer paraense Mayara Yamada costuram a dramaturgia, aproveitando a magia da viagem para evidenciar a força da composição da faixa, presente no seu trabalho de estreia Quando Brinca.


Almério – “Segredo”

Internalizar os sentimentos por medos. Quem nunca, né? Essa é a tônica da canção “Segredo”, faixa do segundo álbum do pernambucano Almério, intitulado Desempena (Natura Musical). A sutileza da faixa acompanha o clipe – todo ele em preto e branco – que traz a história de um amor contido entre dois homens, que se transforma em um triângulo, tendo como cenários Japaratinga, Pontal do Boqueirão e Porto de Pedra, no litoral Alagoano. A direção é de André Brasileiro e Marcondes Lima.


Rubel –“ Ben”

Escrita para o seu sobrinho, a doce “Ben”, faixa do disco Pearl, ganhou um clipe que transforma a inocência, a simplicidade e a beleza em imagens. Inspirado no clássico Super Mario Bros, o vídeo tem como protagonista uma criança de cinco anos enfrentando os obstáculos da vida, desde a infância à adolescência. Além de fazer belas músicas, Rubel é quem assina a direção.


Bike – “Do Caos ao Cosmos”

“Do Caos ao Cosmos” – terceiro single do álbum Em Busca da Viagem Eterna da banda BIKE – ganhou um belíssimo clipe, não só pelas imagens como também pela concepção. Dirigido por  Matias Borgström e Rodrigo Notari, o vídeo retrata o conflito interno do personagem, interpretado por Fabio Ronzano, ao fazer o contraponto entre o caos, com cenas caóticas da Índia e o cosmos, com as lindas paisagens do Nepal. Todas as imagens captadas por Borgström durante oito meses.


Ted Marengos – “The Devil’s Got No Name”

“The Devil’s Got No Name”, primeiro single do novo disco do grupo, ganhou um clipe bastante atual e com ares de superprodução. Dirigido por Steve, o vídeo traz cenas gravadas na Avenida Faria Lima e discute o uso excessivo do celular em público, ao retratar os usuários como zumbis. Se identificou? Que tal fazer uma autorreflexão?


Elza Soares – “Mulher do Fim do Mundo”

O novo clipe de Elza Soares traz a bela e forte canção sobre a dor da opressão. Para retransmitir toda essa carga o vídeo foi gravado em formato de cinema, através de plano fechado, aonde a cantora divide a cena com as atrizes e atores Grace Passô, Mafalda Pequenino, Rene Castillo Ferrer e Daniel Passi. A direção é da cineasta Paula Gaitán (Candango de melhor filme de 2013 por Exilados no Vulcão)


Carne Doce – “Falo”

Incisivo e intenso como a letra da canção, o clipe de “Falo” incorpora a atmosfera dos vídeos das Pussy Riot. Com uma linguagem cinematográfica e um tanto polêmica, o clipe, dirigido por Bruno Alves, retrata um momento de vingança e rebeldia de seis mulheres encapuzadas, munidas de foice e tochas, contra a figura de um moralista religioso.


Royal Dogs – “Tattoo You” 

Faixa-título do segundo disco de estúdio da banda maranhense Royal Dogs, “Tatto You” ganhou um clipe no como se tivesse sido rabiscado a mão, mas na verdade teve recurso tecnológico ali. Simples e criativo, o vídeo foi todo feito por um iPhone 6, através do aplicativo de fotos Prisma, sendo utilizadas cerca de 3.276 imagens.


Rincon Sapiência – “Ostentação à Pobreza”

Um dos melhores discos do ano tinha que render um clipe a altura. A faixa escolhida foi a “Ostentação à Pobreza”, um desabafo e critica de Rincon a desigualdade social, mascarada pela ascensão da nova classe média. Não, o vídeo não é literal, ele traz o rapper e sua atitude, rodeado de dezenas de dançarinos, em uma iluminação marcada. Projeções, animações e cortes secos dão o clima necessário ao clipe. A direção é de Marco Loschiavo com produção de Júlia Velo, é uma realização da Boia Fria Produções,


Meio Amargo – “Para nós dois”

Sabe aquela velha frase “sorte no jogo e azar no amor”? Os paraenses da Meio Amargo resolveram brincar com essa máxima em seu primeiro clipe “Para nós dois”. Com direção de Erik Lopes e Adrianna Oliveira, o vídeo traz um divertido campeonato de ping-pong retrô pra dizer que apesar tudo a vida segue.


Selvagens à Procura de Lei – “Dois de Fevereiro”

Inspirado no trabalho de Storm Thorgerson, designer de algumas das capas do Pink Floyd, o clipe de “Dois de Fevereiro” traz uma estética psicodélica sem uma história linear, mas com uma bela fotografia assinada por Álvaro Ruiz. O vídeo traz imagens gravadas em Morro Branco, a Praia da Redonda e as Salinas de Icapuí, no litoral do Ceara e também no Rio Grande do Norte, nas Dunas do Rosado. A direção é de Cléver Cardoso.


Medulla – “Abraço”

Tabus são para serem quebrados. Não é mesmo? É o que faz o Medulla no clipe “Abraço” ao apresentar cenas intensas, sensuais e delicadas de envolvimento sexual e amoroso entre casais fora dos padrões, sejam eles estéticos ou de gênero. Sim, todo mundo pode se abraçar, se beijar e se amar. O vídeo de “Abraço” foi dirigido por CUPA, e tem a participação especial das artistas Priscilla “Apropriadamente” e Jacque Jordão.


Linn da Quebrada – “Mulher”

Primeira obra audiovisual roteirizada e dirigida pela própria cantora, o projeto blasFêmea foi criado para divulgar o single “Mulher”, que fala das dificuldades e a violência sofrida pela mulher trans. Além de retratar todos os problemas, o vídeo traz também a união, a força e o empoderamento das mulheres.


Tipo Uisque – “Paper Heart”

Para mostrara que está de volta à ativa, a banda Tipo Usque lançou o belo clipe de “Paper Heart”, faixa do o EP Fly High Tonight Big Wizard (2015). Dirigido pelo premiado cineasta Mauro Lima, o vídeoSal traz cenas gravadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Nova York e na Patagônia para contar a história de um romance.


Salomão Terra – “Não Há (Nada O Que Se Faça)”

Belo e simples, o clipe do mineiro Salomão Terra fala do conformismo. Dirigido pelo fotógrafo Flavio Charchar, o vídeo traz a figura de uma mulher, interpretada pela multiartista Paloma Parentoni, perambulando pela cidade de Belo Horizonte tomada por um vazio sem saber que rumo tomar.


BaianaSystem – “Invisível”

Em “invisível” a BaianaSystem faz uma critica a segregação social ao usar como exemplo uma das festas mais populares do país e dita como democrática: o carnaval, onde a galera das cordas, vendedores ambulantes e catadores de latinhas são – ou melhor, não são – vistos como invisíveis. Para retratar isso, a banda, juntamente com os seus fieis, faz um cortejo pelas ruas de salvador, todos com a mascara que representa o grupo, enquanto os diferentes são oprimidos. O vídeo tem a participação de BNegão e quem assina o roteiro e a direção é Filipe Cartaxo.


Young Lights – “Understand, Man”

Intenso e sensível, o clipe de “Undestand, Man” trata das relações humanas, da busca por um amor (não importando o gênero) e o cair na rotina. O vídeo, produzido pelo Coletivo Imaginário, foi rodado todo ele em um apartamento do Edificio JK, em Belo Horizonte, terra da da Young Lights.


Siba – “Inimigo Dorme”

Faixa do álbum De Baile Solto (2015), a bela ”Inimigo Dorme” ganhou um clipe que valoriza a cultura regional. Dirigido por José de Holanda, o vídeo é protagonizado pelo percussionista pernambucano de raízes no maracatu, Mestre Nico, além de Edo e Máro.


Bixiga 70 – “Primeiramente”

Inspirado no clamor que vem da rua, “Primeiramente” ganhou um clipe dirigido por Eliza Capai e produzido por Gustavo Lenza. O vídeo faz uma compilação de manifestações populares das mais diversas pautas e lugares, incluído o histórico promovido por Martin Luther King.


Francisco, el hombre – “Primavera”

Com imagens das cidades cubanas de Matanzas, Santa Clara, Varadero e Havana, o clipe de “Primavera” mostra o quinteto bailando com os moradores, desde trabalhadores de uma construção, passando pela Daymé Arocena, cantora independente, até punks. Difícil é não sorrir assistindo este vídeo dirigido mais uma vez por Rafael Câmara, que também prepara o documentário #VaiPraCuba”, com registros dos 15 dias que a banda passou em turnê pela ilha caribenha.


Ekena – “Tdxs Putxs”

Rótulos, julgamentos e apontamentos são constantes na vida das minorias. A cantora Ekena resolveu retratar essas infelizes situações em sua nova música “Todxs Putxs”, que ganhou um clipe forte e expressivo tal qual a canção. Mas ela da um recado: A culpa não é sua e você não está sozinha. Na tela, os mais diversos bio e fenótipos de mulher: crianças, gordas, negras, de cabelo raspado, velhas, hetero e transexuais. Mas nem só representações femininas figuram no vídeo, como um bissexual não-binário e um dos primeiros casais de homens gays a se casar em Araraquara, cidade-natal da cantora, no interior de São Paulo. A direção do videoclipe é de Ana Moraes.

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