Ouça o novo single de Beto Mejia, ‘Kaningawa’

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Buscando consolidar a sua carreira solo, iniciada em 2012 com o lançamento do EP Abraço, Beto Mejia apresenta o primeiro single “Kaningawá”, do segundo trabalho, que ganhou o nome de Wahyoob. Mesmo não sendo proposital, o lançamento vem como forma de afago aos fãs da banda Móveis Coloniais de Acaju, da qual o músico faz parte, e que recentemente anunciou uma parada por tempo indeterminado.

Bem animada e ensolarada, “Kaningawá”, além do nome, traz uma estética diferente ao trabalho do brasiliense. “Foi a primeira música composta para o disco. Vi ali uma estética que curti fazer e que poderia desenvolver mais em outras canções. “Kaningawá” veio em um sonho. Durante o período de gravidez da minha esposa, sonhei com a minha filha me dizendo essa palavra. Estava compondo a música e sabia que aquela palavra tinha sido feita para aquela música”, revela Mejia.

A inspiração para essa tropicalidade vem de sons brasileiros escutados durante o intervalo de quatro anos entre os seus dois trabalhos, que inclui muita música africana. “Disco de pontos de umbanda. Jorge Ben, Sergio Sampaio, Metá Metá… quis ouvir mais coisas brasucas mesmo. O outro estava muito focado nas referências gringas”, conta o compositor e arranjador, formado pela Escola de Música de Brasília.

A proposta de experimentar uma nova sonoridade acompanha todo o disco, que diferente do EP vem menos intimista e com uma “instrumentação mais pesada”. “No disco, ainda tem canções mais lentas e intimistas, mas o foco é outro. O Abraço foi feito com canções dedicadas a outras pessoas, esposa, irmão, afilhado… já o Wahyoob vem de dentro de mim mesmo. Não fiz pensando em ninguém (tirando a música para minha filha)! São canções que compilam textos que descrevem percepções pessoais desse mundão doido”, revela o cantor.

Produzido em parceria com o músico conterrâneo Kelton Gomes, Wahyoob está previsto para ser lançado no dia 04 de novembro e terá as participações especiais de André Whoong (Tiê e solo), Gustavo Bertoni (Scalene), e Victor Meira (Bratislava e Godasadog). Não só um projeto cultural, o álbum traz um viés beneficente. Isso porque o download do álbum acontece no modelo “doe quanto quiser”, com 70% do valor arrecadado sendo destinado às ONGs Santuário dos Animais e Desabafo Social.

Foto: Calu Corazzi

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