Projeto itinerante cataloga sambas através dos sentimentos

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O ritmo mais popular do Brasil e reconhecido pela Unesco em 2005 como Patrimônio da Humanidade completa 100 anos em 2016. A data remete ao registro do samba “Pelo Telefone” efetuado por Donga na Biblioteca Nacional, em 27 de novembro de 1916.

No ano do centenário, o cantor e compositor Dani Turcheto resolveu celebrar de uma forma diferente, exaltando a essência democrática e agregadora do samba. O músico desenvolveu um projeto itinerante, intitulado Cadeiras Vazias, no qual três sambistas sentam-se em volta de uma mesa, montada em locais públicos de São Paulo,  e deixam uma cadeira  livre para qualquer pessoa que se sinta à vontade interagir, seja cantando, tocando ou apenas falando.

As intervenções reúnem depoimentos sinceros e emotivos dos transeuntes sempre em torno de algum sentimento, como esperança, solidão, liberdade, perdão, alegria e saudade, tendo o samba como o fio condutor. Trazendo a tona lembranças das pessoas, como de um senhor que revelou que a  maior alegria da sua vida foi aprender a ler e a escrever.

“Tem sido uma experiência incrível entrevistar e conversar sobre sentimentos com as pessoas por intervenção…pessoas que eu nunca vi na vida. Ao final vou ter conversado com mais de 200 desconhecidos sobre os sentimentos delas”, disse o sambista, fã do documentarista Eduardo Coutinho, grande fonte de inspiração para o projeto.

Catalogando sambas de uma maneira inédita, Turcheto e companhia passeiam por sambas-enredo e obras de Cartola, Noca da Portela, Delcio Carvalho, Candeia, Roberto Riberito, Nelson Cavaquinho, Paulinho da Viola, entre outros grandes compositores brasileiros.

Até agora foram gravados seis, dos 15 filmes previstos, cada um com cerca de 10 minutos de duração. Acompanhe a agenda das intervenções na página da Cadeiras Vazias no Facebook e todos os vídeos pelo site oficial do projeto.

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