Um ode à Guilherme Arantes

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No dia 28 do mês de julho do já longínquo ano de 1953, nascia na cidade de São Paulo Guilherme Arantes. O garoto que teria problemas constantes de comportamento na escola, no futuro se tornaria um dos principais o compositores desse país. Na minha condição de admirador da sua obra, acredito que o Brasil ainda não tenha se dado conta de fato da genialidade de Guilherme e lhe dado as devidas honras que lhe são por direito.

No auge dos seus 64 anos, Guilherme Arantes pode olhar para a sua caminhada musical e se orgulhar muito dela. Aliais, isso ele já fez brilhantemente no documentário produzido e apresentado ao público em 2016, onde o próprio Guilherme faz um passeio pelas suas quatro décadas de carreira, tendo uma atenção muito especial para as músicas que escreveu, muitas delas marcantes na vida de muitas pessoas. Creio que ninguém melhor do que o próprio artista para o público pelo que quer ser lembrado.

É muito provável que na cabeça muitas pessoas, quando se menciona o nome Guilherme Arantes, a primeira coisa que venha em sua mente seja o refrão for te “TERRA, PLANETA ÁGUA”. Quem está na casa dos vinte e poucos anos, é muito provável que tenham aprendido essa música na escola. Num segundo momento, geralmente se lembra de “Meu Mundo” e “Nada Mais” e/ou “Cheia de Charme”. Se Guilherme Arantes tivesse composto apenas essas três músicas, ele já estaria rol dos grande nomes da música brasileira. Mas a musicalidade e a obra de Guilherme vão muito mais além.

Ora, um dos maiores hitmakers do Brasil iniciou sua caminhada musical sendo musico de apoio de ninguém menos que Jorge Mautner. Em seguida, fez parte da banda de rock progressivo Moto Perpétuo, tendo lançado um disco em 1974. Com uma bagagem que lhe conduziria a fazer parte da contra cultural nacional, Guilherme acabou contrariando a lógica, tornando-se um cantor popular.

Mas uma coisa é importante destacar na carreira de Guilherme. Por nunca ter feito parte de nenhuma turma, Guilherme nunca esteve preso a modismos. Trazendo consigo toda a influência do pop mundial de décadas passadas, criou um estilo próprio onde as melodias marcantes acabariam ganhando uma atenção especial. Grande pianista, a alcunha de “Elton John Brasileiro” não diz muita coisa, afinal de contas, nosso Guilherme Arantes possui um elemento “Jobiniano” em sua música que o britânico não tem. Um estilo de tocar e de compor tão marcante e particular que basta as primeiras batidas nas teclas do piano que rapidamente nos damos conta de que se trata de uma música do Guilherme Arantes.

Sempre preocupado em fazer uma música popular sem abrir mão da qualidade, Guilherme coleciona músicas que ao longo dos anos se tornaram clássicos. Além das já citadas, podemos mencionar “Amanhã”, “Coisas do Brasil”, “Fã N° 1”, “Um Dia Uma Adeus”, “Deixa Chover”, “Raça de Heróis”, “Lance Legal”, “Baile de Máscaras”, “Brincar de Viver” e tantas outras que sua poética romântica, assumidamente influenciada pelos mineiros do Clube da Esquina, acabariam fazendo parte de momentos importantes da vida particular de muitas pessoas.

Desde o desejar de um amor Sob Efeito de um Olhar, ao Êxtase do momento de concretização deste amor, ou até mesmo quando este amor se esvai e é preciso entender que adeus também foi feito pra se dizer, Guilherme Arante parece ter as palavras e a melodia certa para todos esses momentos. Não é exagero dizer que todos já tiveram uma música do Guilherme Arantes para chamar de sua.

Pensando bem, creio que as honras devidas a Guilherme Arantes não virão dos críticos, intelectuais, da mídia especializada ou qualquer coisa que o valha. As honras vem do público para o qual o Guilherme dedicou sua música durante toda a vida. Serão os populares quem irão reconhecer de fato a grandeza de alguém que cumpre com maestria a sua função social de ser um cantor popular. O amor é um assunto que nunca sai de moda e sendo assim, Guilherme Arantes sempre será tenência. Uns vão, outros vem e sua música permanece. Num dia especial como o de hoje, nós só podemos prestar nossas sinceras homenagens, desejando que Guilherme Arantes ainda permaneça nos encantando por um ongo tempo em vida, porque sua obra já é terna na vida de quem realmente importa: o público.

“Espero que a música que eu canto agora, possa expressar o meu súbito amor!”

VIDA LONGA À GUILHERME ARANTES!!!

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